
Doomsday Clock é um título controverso, sem dúvidas. A ideia de dar sequência à história de Watchmen é considerada uma perspectiva instável, mas a nova saga ainda não tinha afetado grandes detalhes da minissérie clássica de Alan Moore… até agora.
Doomsday Clock #3 faz uma grande mudança na história de Watchmen, criando um controverso paradoxo enorme na história original que muda tudo o que pensávamos que conhecíamos.
O fim de Doomsday Clock #2 revelou o Comediante – aparentemente ressuscitado e de alguma forma no Universo DC – confrontando Ozymandias. Havia muitas teorias sobre como o Comediante poderia estar no DCU, e ainda sobre o porquê de estar vivo, mas nenhuma delas acertou o alvo em cheio.
Aparentemente… o Comediante nunca morreu. Momentos antes de cair na rua e morrer ao ser jogado de uma grande altura por Ozymandias, Edward Blake foi arrancado de sua realidade pelo Doutor Manhattan e transportado para a moderna Metrópolis. Doomsday Clock mostra ele acordando ao lado do Doutor Manhattan.

Isto cria um paradoxo no coração da narrativa original de Watchmen. Se o Comediante não morre, Rorschach nunca investiga seu assassinato, o que não desencadeia os eventos que levam à sua morte e ao exílio do Doutor Manhattan. É possível que Adrian Veidt ainda teria conseguido realizar seu plano de qualquer maneira, mas o diário do Rorschach jamais seria descoberto, e Veidt nunca precisaria fazer a jornada para o Universo DC para trazer o Doutor Manhattan para salvar seu mundo.
As consequências dessa mudança serão revelas na próxima edição, que ainda não tem previsão para chegar às bancas norte-americanas. O roteiro é de autoria de Geoff Johns.




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