
A adaptação de O Corvo aos cinemas ficou por conta de James O’Barr, e chegou às telonas em 1994. O personagem logo caiu nas graças do público, conectando sua busca por vingança pelo assassinato de sua paixão. Pórem, se seguisse os planos originais do diretor, a franquia poderia ter continuado viva.
Os filmes subsequentes seguiram a mesma fórmula com diferentes atores, e o terceiro e o quarto filme sendo lançados apenas em DVD repetindo a mesma fórmula, e talvez seja por isso que O’Barr queria uma mulher como protagonista. Em entrevista ao ScreenGeek, o diretor disse:
”Minha intenção era levar a franquia por outro rumo, então escrevi uma história sobre um incidente sobre uma mulher morta no dia de seu casamento em Chicago. Eu lembro de ter lido no jornal e foi uma terrível tragédia. Uns gângsteres Irlandeses acabaram se perdendo após assaltar uma paróquia e acabaram no casamento, onde havia um policial e um tiroteio ocorreu, 13 pessoas morreram”
Continuou:
” Essa história ficou na minha cabeça por muito tempo, e basicamente mostraria o dia mais feliz da vida de alguém se tornando um grande pesadelo, algo como ‘O Corvo: A Noiva’. Ela continuaria usando seu vestido de noiva, mas agora com arame farpado e pregos na cabeça. Infelizmente, ninguém assistiria na época. Uma mulher no papel principal de um filme de ação não era chamativo o suficiente.”
Vale lembrar que a franquia iniciou de forma trágica devido a morte de Brandon Lee, filho de Bruce Lee, durante as filmagens. O astro acabou sendo baleado na gravação de uma cena, e não resistiu.