Estimated reading time: 3 minutos
O ator Steven Seagal afirmou que a escalação de Tom Cruise para protagonizar o épico O Último Samurai foi um grande erro.
Lançado em 2003, o longa-metragem arrecadou mais de US$ 454 milhões nas bilheterias mundiais e se tornou um dos trabalhos de maior destaque na carreira de Cruise.
A trama de O Último Samurai acompanha o capitão Nathan Algren, um militar norte-americano desonrado e alcoólatra contratado para treinar o exército japonês.
Durante o conflito, ele acaba capturado e passa a ser assimilado pela cultura dos guerreiros locais, confrontando o seu próprio passado no processo.
Apesar do sucesso da obra, Steven Seagal criticou publicamente a falta de experiência do protagonista com a cultura nipônica e as artes marciais.
“Deixa eu te contar uma coisa que pode ser um pouco perigosa. Eu fui criado no Japão. Treinei artes marciais. Recebi o título de mestre. Aí eles pegam um filme chamado O Último Samurai. Eles colocam um cara baixinho de 1,57m, não sei se ele era hétero ou gay. Não me importa. Ele nunca tinha ido ao Japão. Não falava japonês. Nunca tinha empunhado uma espada. E o transformam no Último Samurai”, declarou o ator (via Fandom Wire).
Seagal alegou ter recebido diversas ligações de conhecidos que acreditavam que o papel deveria ser dele, classificando a decisão final de elenco como um retrato da política de Hollywood.
Na época do desenvolvimento da produção, Tom Cruise já era um dos astros mais consolidados da indústria cinematográfica e seu nome garantia o retorno financeiro nas bilheterias de praticamente qualquer projeto.
Para interpretar Nathan Algren, Cruise treinou de forma intensa por cinco horas diárias durante um ano, focando em dominar as técnicas de esgrima e equitação.
O projeto foi uma grande aposta financeira da Warner Bros., com um orçamento estimado na casa dos US$ 140 milhões, um valor considerado exorbitante para uma produção do começo dos anos 2000.
Em contrapartida, o último grande lançamento de Steven Seagal nos cinemas como protagonista havia sido o fracasso No Corredor da Morte, em 2002.
O projeto de ação arrecadou apenas US$ 19 milhões globalmente contra um orçamento de US$ 25 milhões, o que levou as produções seguintes de Seagal diretamente para o mercado de home vídeo.
Além das críticas do colega de profissão, O Último Samurai também enfrentou debates culturais sobre focar em um soldado branco dentro de um conflito histórico japonês.
Ainda assim, a narrativa da obra concentra o seu verdadeiro peso emocional no líder samurai Katsumoto, interpretado pelo ator Ken Watanabe (A Origem).
Atualmente, O Último Samurai está disponível para aluguel e compra nas plataformas digitais sob demanda no Brasil.






Comentários