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Com Uma Batalha Após a Outra (2025) como grande destaque, o ano de 2025 foi muito interessante para o cinema de ação. Pensando nisso, listei os que acredito terem sido os 7 melhores filmes do gênero lançados no circuito comercial este ano e comentei um pouco sobre eles neste artigo. Confira:
Atenção: Este texto é baseado inteiramente na opinião de seu autor e não necessariamente reflete a opinião do site.
Caos e Destruição

Caos e Destruição é menos interessante quando tenta expor a fragilidade das instituições do que quando se concentra na violência estilizada de Gareth Evans. O grande destaque da obra reside em sua estética visceral e crua, que encontra uma beleza inesperada dentro do desastre e cria um contraste perturbador na percepção do público. De certo modo, há um sucesso relativo na sua abordagem semi-niilista, mas o filme atinge seu ápice mesmo como um exercício cinematográfico sobre a natureza selvagem que reside sob a superfície da civilização.
A Ordem

Uma das gratas surpresas do ano, A Ordem é retrato cru da face dos Estados Unidos da América por baixo da máscara do Sonho Americano. Jude Law e Nicholas Hoult estão incríveis em seus papéis antagônicos, e a direção de Justin Kurzel consegue imprimir um ritmo asfixiante, transformando uma investigação real em um suspense psicológico que te deixa desconfortável até o último segundo.
Tempo de Guerra

Em Tempo de Guerra, Ray Mendoza e Alex Garland entregam uma das experiências mais imersivas do cinema recente. Com um elenco de astros em performances de alto nível, o filme expõe sem filtros a negligência dos EUA ao jogar adolescentes à própria sorte em uma guerra forjada por mentiras. Mendoza, que viveu o conflito de dentro, presta uma homenagem aos que sobreviveram a seu lado, mas sem abrir mão de questionar os verdadeiros responsáveis por aquela tragédia.
O Brilho do Diamante Secreto

Em O Brilho do Diamante Secreto, somos confrontados com uma narrativa que foge do deslumbramento óbvio para focar na erosão moral de quem busca o poder a qualquer custo. O casal Hélène Cattet e Bruno Forzani emula com nostalgia o cinema de espionagem do século passado, entregando uma estilização típica dos anos 60 que, granulada em película, faz brilhar os olhos. É um deleite para os fãs de EuroSpy, soando tão instigante quanto reconfortante para os amantes do James Bond clássico.
Uma Batalha Após a Outra

Abordando o fracasso e as contradições de uma geração que prometia mudar o mundo, Uma Batalha Após a Outra mergulha profundamente no sentimento de peso na garganta da atualidade. A obra vai além do embate ideológico, provocando que a guerra cultural em curso é, em parte, um espetáculo que impede as pessoas de perceberem as estruturas de controle ocultas. É como se Paul Thomas Anderson fizesse um teste de DNA dos Estados Unidos e descobrisse de onde realmente vem o “Sonho Americano“, e se ele está ruindo ou apenas se concretizando.
Os Enforcados

Os Enforcados (2025) é uma sátira mordaz sobre o poder destrutivo da ambição. As atuações diabólicas de Irandhir Santos e Leandra Leal conduzem um espetáculo em que o mal se manifesta através da indiferença. A trama prende completamente o espectador pela atmosfera primorosa construída pelo diretor Fernando Coimbra.
Oeste Outra Vez

Oeste Outra Vez (2025) disseca a masculinidade como uma “jaula invisível” tecida pelo orgulho e pela solidão. Em um universo intencionalmente abandonado pelo toque feminino, o diretor Erico Rassi impõe um tom arcaico, seco e cheio de poeira, aproveitando-se do vazio e do deserto para criar uma atmosfera sufocante. É através da densidade atmosférica, e não da violência gráfica explícita, que reside a verdadeira força do filme, construindo uma tensão palpável que fala mais alto que qualquer tiro.






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