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Desde que a Califórnia cancelou a primeira rodada de negociações para destravar a fusão da Paramount-Skydance com a Warner Bros. Discovery, David Ellison e seus pares mantiveram uma postura mais discreta, pois entenderam que pressionar Rob Bonta, o procurador-geral do estado, não estava funcionando. Agora que a Justiça supervisionará uma reunião de conciliação, a pressão voltou, com uma matéria indicando que Ellison já estaria decidido a tirar a Paramount da Califórnia.
Segundo o TMZ, a prefeitura de Los Angeles teria ficado ciente de que a Paramount anunciaria oficialmente a mudança de Estado ontem (15). O gabinete de Rob Bonta também estaria ciente do movimento, mas, por algum motivo, o estúdio não o fez.
Bem, o motivo pode ter sido o fato de a Justiça ter anunciado ontem (15) à noite que a reunião de conciliação ficou marcada para 14 de outubro.
Ainda segundo o relatório, Texas, Tennessee e Geórgia seriam os alvos de Ellison. Algumas produções tradicionais de Los Angeles, como o programa American Idol, já estão deixando a Califórnia para se estabelecerem em Atlanta, na Geórgia, que estaria despontando como a favorita para abrigar a nova sede do estúdio.
Atlanta tem sido a principal base de produção nos Estados Unidos nos últimos anos. Por lá, foram produzidos os dois filmes do Superman de James Gunn, além das duas temporadas de Pacificador. Além da Warner, a Disney tem usado bastante os complexos de estúdios locais, que são mais modernos que os da Califórnia. Para completar, os incentivos fiscais da Geórgia costumam ser maiores.
Quem mais sairia perdendo com essa mudança seria a indústria da Califórnia, que seria atingida em milhares de empregos.
Há quem acredite que esse “vazamento” seja só mais uma forma de Ellison pressionar Bonta a aceitar o acordo que ele vai propor em outubro. As fontes do TMZ, no entanto, alertam que a chance de as partes chegarem a um denominador comum é muito baixa e que a Paramount pode mesmo acabar saindo de Hollywood.
O processo que bloqueia a fusão é requerido por uma coalizão de 12 estados, liderada pela Califórnia. Eles estão embasados na Seção 7 da Lei Clayton, destinada a proibir fusões ou aquisições operacionais que diminuam substancialmente a concorrência ou criem condições de monopólio em qualquer setor do mercado.
O argumento sustenta que a união de dois dos maiores estúdios de cinema e redes de TV a cabo criará uma concentração excessiva de mercado, eliminando a concorrência direta entre Paramount e Warner. Consequentemente, essa retração tende a gerar a perda de milhares de postos de trabalho em Hollywood, a diminuição do poder de barganha de exibidores de cinema e operadoras de TV, além do repasse de custos mais altos ao consumidor final e a redução no volume e na diversidade de produções audiovisuais.
O julgamento segue marcado para março de 2027. Se não houver acordo até lá, o atraso acrescentará, no mínimo, US$ 1,3 bilhão à negociação original de US$ 111 bilhões.
David Ellison está desesperado e com raiva, mas pode ficar pior. Caso o processo consiga bloquear a fusão, a Paramount será obrigada a pagar ainda uma taxa de rescisão de US$ 7 bilhões à Warner Bros. Discovery.
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Fonte: TMZ