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A ousada parceria entre o estúdio Lionsgate (John Wick, Jogos Vorazes) e a empresa de IA generativa Runway AI não progrediu como o planejado. O objetivo inicial, de criar rapidamente um filme de anime inteiro a partir de franquias existentes usando IA, enfrentou grandes obstáculos, segundo reportagem do The Wrap.

A parceria, anunciada como um acordo “inédito”, previa que a Lionsgate forneceria sua vasta biblioteca de filmes para treinar um modelo de IA exclusivo e personalizado pela Runway. No entanto, o catálogo do estúdio, que inclui quatro filmes de John Wick, não foi considerado grande o suficiente para gerar um modelo de IA totalmente funcional.

Fontes sugerem que nem mesmo a biblioteca da Disney seria suficiente, evidenciando a necessidade de uma quantidade massiva de dados para o treinamento de IA generativa de vídeo.

Além da limitação de dados, o projeto esbarrou em questões legais complexas de direitos autorais e licenciamento. O vice-presidente da Lionsgate, Michael Burns, havia mencionado que seria necessário pagar atores e outros participantes nos direitos autorais para lançar uma versão “filtrada por anime” de um filme, levantando dúvidas sobre quem exatamente teria direito a essa compensação (roteiristas, diretores, técnicos de iluminação).

Apesar dos contratempos, a Lionsgate mantém o otimismo. Peter Wilkes, Diretor de Comunicações da Lionsgate, afirmou que a parceria está “progredindo conforme o planejado” e que a IA continua sendo uma ferramenta central para “aprimorar a qualidade, aumentar a eficiência e criar novas e empolgantes oportunidades de narrativa” em seus projetos.

No entanto, é provável que o uso da tecnologia esteja focado em elementos menores, como a criação de trailers de venda ou otimizações de licenciamento, e não na produção de longas-metragens completos.

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