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Em algum ponto da atual temporada de premiações, nenhum nome era tão forte para vencer o Oscar de Melhor Ator que Timothée Chalamet. Na reta final, no entanto, as chances do jovem evaporaram e, ao contrário do que os “stans” de Marty Supreme (2025) defendem, não teve a ver com campanha de difamação. O próprio astro matou as chances.

Pouco antes do fim da votação, Chalamet deu uma entrevista controversa dizendo que não queria trabalhar com artes que não atraíssem interesse, e citou balé e ópera como exemplos. Ele as descreveu como coisas que as pessoas tentam “manter vivas, mesmo que ninguém mais se importe.”

Essa situação, entretanto, não foi decisiva para a morte da campanha do jovem. Diria que foi o último prego no caixão, pois desde o começo da campanha ele já vinha incomodando os membros da Academia com uma postura inflada que emulava o seu personagem em Marty Supreme.

Eu tenho entregado atuações de primeira linha nos últimos sete ou oito anos. Eu não quero que as pessoas tomem isso como garantido. Eu não quero tomar isso como garantido. Estou realmente em um nível altíssimo.“, declarou o ator para Margaret Gardiner.

Eu não imaginava a carreira que tenho agora, mas pensava: ‘espero que haja uma série TV ou algo onde eu possa ganhar a vida’. Eu sei que não é normal falar assim, mas eu sabia que tinha um talento único e eu sei que eu trabalho, honestamente, mais do que qualquer pessoa que eu conheço.“, declarou para a France Inter.

O Oscar é uma premiação política. Se você quiser ganhar, tem que comparecer aos principais festivais e passar uma boa imagem para os membros da Academia. Saber apertar mãos e ser gentil é importante. Chalamet, seguindo uma lógica jovem de redes sociais, agiu como um verdadeiro rapper millennial e se deixou levar, em algum nível, pelo clima de “já ganhou“.

Enquanto isso, Michael B. Jordan, o vencedor do Oscar de Melhor Ator, estava em todos os eventos com Ryan Coogler, comendo pelas beiradas e pintando a figura de “nice guy‘” para a Academia. O brasileiro Wagner Moura também fez um trabalho muito bom nesse sentido, tanto que chegou à premiação com grandes chances. No entanto, os norte-americanos decidiram premiar um outro norte-americano, e pode-se dizer que o prêmio caiu no colo do ótimo Jordan.

A Warner, vale destacar, trabalhou muito duro para que Jordan tivesse a grande noite da sua vida. Foram realizados vários jantares formais com a equipe de Pecadores, e o astro compareceu a quase todos. Isso faz diferença.

Não que a A24 não tenha investido em Marty Supreme. Investiu! O próprio Chalamet fez sua parte no social, mas a postura controversa gritou mais alto.

O Oscar é uma obsessão para Timothée Chalamet. Esta é a terceira vez que ele perde o prêmio, sendo que, desta vez, começou a temporada como franco favorito. Fica a lição para o futuro: ele precisa saber jogar o jogo. No que se refere à Academia, o barulho das redes sociais importa pouco ou quase nada.

Atenção: Este texto é baseado inteiramente na opinião de seu autor e não necessariamente reflete a opinião do site.

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