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Há muito tempo atrás, as guerras de um anciente Mal arruinou o mundo e a humanidade foi forçada a competir com muitas outras raças – gnomos, trolls, anões e elfos. No pacífico vale de Shay o meio-elfo Shea Ohmsford sabe pouco de tais problemas, isso até o gigante proibido com poderes druidas estranhos, Allanon, lhe revelar que o supostamente morto Lorde Warlock está tramando para destruir o mundo em pequenas parcelas. A única arma capaz contra seu poder da escuridão é a Espada de Shannara, que pode ser usada apenas pelo verdadeiro herdeiro de Shannara. E Shea é o último dessa linhagem e nele repousa a esperança de todas as raças. Logo o Portador da Caveira, um pavoroso favorito do Mal, se dirige para o Vale para matar Shea. Para salvar o Vale da destruição, Shea foge, levando em seu encalço o Portador da Caveira.

Edição: 1
Editora: Saída de Emergência Brasil
ISBN: 9788567296135
Ano: 2014

Páginas: 544
Tradutor: Ana Cristina Rodrigues

Uma das afirmações mais frustrantes daqueles que se consideram “críticos literários” são afirmações de que “o autor fulano de tal” é a cópia de “fulano de tal com uma pegada assim”. Eles usam essa crítica depreciativa como uma forma de privar o autor de qualquer originalidade em contar suas histórias. E aqui eu quero falar um pouco de Terry Brooks, que escreveu a trilogia de Shannara.

Escrito em um período de 8 anos, que cruzam o final dos anos 70 e início dos anos 80 , Terry Brooks criou o impressionante reino de Shannara. No entanto, infelizmente, o trabalho de Brooks, muitas vezes, tem sido injustamente chamado de uma pálida imitação do Senhor dos Anéis, de Tolkien, porém com um jeito futurista.

Não sei se é pela variedade de raças, pela missão ou por qualquer outro motivo. Mas é um comentário de um leitor leigo e que não sabe apreciar as obras da trilogia Shannara.

Devo lembrar que Tolkien não inventou o gênero, ele o reinventou. Suas obras são baseadas em lendas nórdicas, celtas e de outras culturas, que ele tomou como alicerce de suas histórias.

Mas deixando de lado essa crítica injusta da série Shannara , vamos analisar especificamente o primeiro livro da trilogia original. A Espada de Shannara é um livro interessante que a Editora Saída de Emergência trouxe ao Brasil. Nesta obra somos apresentados a Shea Ohmsford, residente de Shady Vale, mas é metade Elfo . Ele logo se vê em uma missão involuntária,  requisitada por um druida, em uma busca para encontrar a espada de Shannara na tentativa de derrotar o Lord Warlock.

Brooks nos apresenta a vários personagens, alguns serão importantes, outros estão lá simplesmente para mover a história. Alguns personagens que você vai amar e os outros que você vai odiar. Allanon, o druida, irá fornecer-lhe com uma fonte interminável de mal-estar , enquanto personagens como Flick te dará irritação e diversão.

Em seu verdadeiro sentido, este livro é uma aventura de fantasia. Gnomos, elfos, anões e humanos aparecem, junto com magos, guerreiros e espadas mágicas. O destino do mundo está por um fio, mas Brooks consegue criar um mundo que irá te cativar e envolver na história.

Claro que o livro não é perfeito, ele não tem o mesmo ritmo emocionante de O Senhor dos Anéis e não tem as mesmas bases da série “Mago”. Há momentos em que você vai querer pausar e ler outra coisa, apenas para recarregar. Não que seja uma má leitura, mas o ritmo do livro é mais lento e algumas pessoas precisam descansar para poder continuar.

Por fim, eu creio que todos devem manter a mente aberta para este livro. Ao contrário de muitos, não vejo como uma cópia de Tolkien, talvez haja uma inspiração, mas antes de julgar, vamos ler todo o conteúdo, ok?

Este é um livro que merece ser criticado em seu próprio mérito, eu considero uma grande aquisição para qualquer fã do gênero e o recomendo.

Olha só o mapa (pôster) que vem dentro do livro:

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.