Marvel, Bonelli e DC Comics!

A ESPADA SELVAGEM DE CONAN, VOLUME 2: CONAN O APOSTADOR, DE JIM ZUB, MEREDITH FINCH, ROY THOMAS, ALAN DAVIS, PATRICK ZIRCHER E LUKE ROSS
Este é o último e derradeiro volume de A Espada Selvagem de Conan em sua encarnação mais recente, que se encerrou na edição 12 e que fica de fora deste compilado. O volume de histórias traz um approach diferente do Cimério que estamos acostumados. Prova disso é a segunda história desse compilado que traz o título de “Conan, o Apostador”, em que o bárbaro joga uma espécie de poker arcaico para salvar um amigo de primeira hora. Mas para os bárbaros leitores, também a porrada come solta. Temos antes disso, uma história de pirataria escrita por Meredith Finch e desenhada pelo brasileiro Luke Ross, num dos melhores trabalhos da escritora. Por fim, temos uma aventurona aventurosa digna de Conan, quando o magistral e lendário Roy Thomas toma mais uma vez a frente da histórias dividindo a narrativa com os desenhos de outra lenda, Alan Davis. Eles levam Conan na busca de uma caverna que contém um cristal mágico superpoderoso. Mas com Conan a sina dos ambiciosos nunca acaba muito bem… para eles, é claro. Foi uma boa jornada acompanhando a Espada Selvagem de Conan brandindo em diferentes tipos de histórias.
MISTER NO ESPECIAL, VOLUME 4: ZULUS!, DE GUIDO NOLITTA E ROBERTO DISO
Este é o quarto volume da coleção Especial do personagem Bonelliano, Mister No, o explorador americano da amazônia brasileira, em um quadrinho que é desenvolvido por italianos. Este é o quarto volume, mas é o primeiro cuja temática foge das aventuras em terras tupiniquins. Ela conta como Mister No acabou, através de um recurso narrativo do escritor Guido Nolitta, o General Custe na guerra dos ingleses contra o povo zulu por posse de terras no interior do território que hoje é a África do Sul. Eu achava que não iria curtir esse quadrinho por se utilizar de um repertório de acontecimentos que interessam muito mais aos anglo-saxônicos e que faz parte de sua bagagem cultural do que da nossa, os latino-americanos. Mas me enganei. me diverti bastante com a leitura do quarto especial do Mister No em terras brasileiras, trazido pela Editora 85. Isso por causa do roteiro inteligente de Nolitta com diversas reviravoltas e torções nas expectativas do leitor. Assim que a Editora 85 vem mantendo a alta qualidade nas suas publicações em especial àquelas que tratam deste personagem impressionante que é Mister No.
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MULHER-MARAVILHA TERRA UM, VOLUME 2, DE GRANT MORRISON E YANNICK PAQUETTE
Existem quadrinhos em que muitas vezes o destaque é o enredo das histórias, mas desta vez, o mérito maior é da arte de Yannick Paquette se superando tanto no arrojo das ilustrações como na narrativa e nos layouts que ele impõe para este Mulher-Maravilha: Terra Um Vol. 2. Já o roteirista, Grant Morrison, por sua vez, parece que está bastante apagado, principalmente se formos comparar a atuação dos dois no primeiro volume de Mulher-Maravilha Terra Um. Uma coisa que preciso atestar neste segundo volume é que o ritmo vai mais lento, formando um ataque de três fronts sobre Diana Princesa de Themyscira. São Paula Gunther, uma espiã nazista que atacou a Ilha Paraíso durante a Segunda Guerra Mundial, o Doutor Psycho, repaginado para esta realidade de histórias e, claro, as conspirações do governo dos Estados Unidos! A história demora pra pegar o ritmo e é construída de modo diferente pelo autor, o que pode deixar os leitores um pouco confusos. De qualquer forma, o universo Terra Um da Mulher-Maravilha ainda é, para mim, a melhor tentativa de reapresentar os heróis da DC Comics até então, superando Superman e Batman.