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Black Label, Argentinos e Marvel!

O UNIVERSO DE SANDMAN: OS LIVROS DA MAGIA, VOLUME 2: HORA DAS HISTÓRIAS, DE KAT HOWARD, TOM FOWLER E BRIAN CHURILLA
É muito bom ter a leitura de Tim Hunter de volta ao Brasil. Isso porque a publicação da série de Os Livros da Magia no Brasil sempre sofreu com hiatos de publicação, vindo para cá por diversas editoras no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Agora, com a roupagem do selo Black Label e do outro selo O Universo de Sandman, sendo publicado na íntegra pela Panini Comics, essa falha com as publicações atuais está sendo corrigida. Este segundo volume tem um ritmo mais apressado e mais lento que o anterior. Explico. O ritmo é mais rápido porque lemos os acontecimentos da narrativa em um tempo bastante curto e é um ritmo lento porque a história, em praticamente seis edições não avança muito do ponto onde a deixamos no primeiro volume, que foi mais concreto e sólido. Essa impressão também vem emprestada da arte de Tom Fowler e Brian Churilla, que parecem tão apressadas quanto o roteiro de Kat Howard. Aliás essa parece ser uma característica de todas as séries do Universo Sandman: uma arte apressada, excetuando o trabalho belíssimo dos brasileiros Bilquis Evely e Mat Lopes em O Sonhar. Quem sabe isso mude!

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INFORME SOBRE CEGOS, DE ERNESTO SABATO E ALBERTO BRECCIA
Informe sobre cegos é uma adaptação feita por Alberto Breccia para um capítulo de um livro de Ernesto Sabato. Os dois são autores muito celebrados em suas áreas: Alberto nos quadrinhos e Ernesto na literatura. O resultado é uma potencialização da obra original, com novas nuances, camadas e interpretações. A arte de Breccia, neste álbum, se mostra incrivelmente versátil se compararmos com seus trabalhos ao lado de Hector Germán Oesterheald por exemplo em O Eternauta. Ela assume ares de surrealismo em grande parte das vezes, mas também toma emprestado diversas características da estética cubista, fazendo com que muitas vezes pareça que estamos embarcando em uma narrativa dentro de obras de Pablo Picasso, mais notadamente Guernica. A história de Sabato também é surreal e apela para aquele terror cósmico de se sentir sozinho e abandonado diante da criação do universo, as vidas que o circundam e as que não existem e tudo mais. É um descentralização do indivíduo feita através de uma sociedade secreta de cegos, enxergar nada e enxergar tudo, que esta publicação quer nos mostrar através de suas belíssimas páginas de arte fenomenal.

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A GUERRA DOS REINOS, VOLUME DOIS: A BUSCA POR THOR, JASON AARON, THE MACELROYS, TOM TAYLOR, RUSSELL DAUTERMAN, ANDRE LIMA ARAUJO, LEINIL FRANCIS YU E OUTROS
A Marvel voltou para os enormes crossovers cheios de ligações e ties-ins quando retomou essa leva de publicações com A Guerra dos Reinos, capitaneada pelo escritor Jason Aaron e desenhada deslumbrantemente por Russell Dauterman. Mas, como em outros crossovers que teve a chance de desenvolver, parece que Aaron não dá conta da miríade de personagens que tem nas mãos. parece que a história é apressada e não desenvolve os personagens de forma a contento. Isso falando da minissérie principal. Já os desenhos de Dauterman são impecáveis, não dá pra por defeito naquilo. Eu sei que a ideia da mistura dos super-heróis da Marvel com a mitologia Asgardiana é bastante atraente, mas se você quer uma história assim e bem desenvolvida eu recomendo o crossover dos X-Men, Novos Mutantes e Asgard feito em Guerras Asgardianas, desenvolvido por Chris Claremont e Arthur Adams lá nos anos 1980, que mudou inclusive o que alguns personagens mutantes foram por anos. A Guerra dos Reinos é mais um fechamento ambicioso da fase de Jason Aaron no deus do trovão, que começou muito bem e depois foi cambaleando entre altos e baixos.

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