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Attack-on-Titan

A tão popular série de anime e mangá “Attack On Titan” finalmente chegou ao mundo dos games, através das mãos daqueles que trouxeram a franquia Dinasty Warriors (Omega Force e Koei Tecmo). Para os céticos, resta adiantar que apesar de não parecer que Attack On Titan combinaria com o estilo de Omega Force, o jogo prova que todos estávamos errados (sim, eu me incluo no grupo de céticos)… mas não completamente.

Attack on Titan traz a história da humanidade quase em extinção, graças aos titãs, criaturas humanoides gigantes e assustadoras. Depois do surgimento e ascensão dos titãs, que se alimentam da raça humana, os sobreviventes constroem 3 grandes muralhas, uma dentro da outra, com esperança de repelir os monstros e tentar reconstruir a raça humana. O jogador segue a vida de Eren Jaeger, protagonista da série, acompanhado por um grupo de recrutas que treinam para acabar com esses seres.

Para quem não sabe, a única forma de matar um Titã é cortar um ponto fraco que se encontra na parte traseira do pescoço, logo abaixo da nuca, para fazer isso, os recrutas usam uma engenhoca de gás e ganchos que os permitem escalar paredes e outros objetos, se balançando através de cabos como o Homem-Aranha. A ideia é usar espadas para cortar o ponto fraco dos Titãs. É altamente divertido sair se balançando como o Peter Parker para procurar Titãs e depois acertar o ponto fraco. O “movimento omni-direcional” foi implementado perfeitamente no jogo, graças ao sistema de apertar Quadrado para soltar os ganchos, R1 para mirar o Titã e Triângulo para atacar quando estiver no ponto certo. É simples, mas efetivo.

Derrubar um Titã é uma jornada a parte, o jogo te dá a opção de ir direto no pescoço ou sair mirando em outros lugares, para deixá-lo mais indefeso antes de dar o golpe mortal. Atacar outras partes te dá uma vantagem estratégica, principalmente porque o game possui um sistema de crafting que pode te trazer benefícios nesses ataques. Os materiais podem ser usados para vender ou para criar novas gears, lâminas ou até armaduras.

Desabilitar um Titã é uma das melhores coisas a se fazer no jogo, mas nem sempre o movimento do seu personagem é tão bom assim… Se balançar e atacar pode ser algo bem natural durante a maior parte do tempo, mas ainda não é um sistema perfeito. De vez em quando, o jogador acaba errando o gancho por nenhuma razão aparente ou levando uma grande quantidade de dano porque o Titã se moveu quase nada.

Porém, o grande vilão do jogo é a câmera. Ela se move de forma constante, sozinha, forçando o jogador a reajustar a abordagem durante os pulos. Ainda assim, nem sempre a câmera se ajusta da maneira correta, principalmente durante as cenas de corte, focando em uma parte nada a ver de um titã, ao invés de mostrar o ataque. Não, ninguém quer ver a nádega de um titã, todos querem ver o ataque fatal no pescoço…. mas nem sempre a câmera pensa assim…

Attack on Titan consegue fazer um ótimo trabalho para apresentar a história para quem nunca conheceu a série ou o mangá, o game é cheio de slides e telas de carregamento que explicam aspectos importantes da franquia e as cutscenes parecem fazer parte do anime. Algo que é muito bom para conseguir novos fãs.

Algumas vezes, é possível jogar no modo Titã (afinal, Eren se transforma em um), daí o jogo fica mais parecido com a fórmula Warriors. Vemos muitos ataques pesados neste modo e temos o Rage Attack. Mesmo com algumas pequenas diferenças, o modo Titã não traz tantos benefícios (além de poder dar um soco nos outros titãs). Infelizmente, é o modo mais chato do jogo.

E é a partir daí que você percebe que o jogo fica monótono. Apesar do modo omni-direcional ser o mais legal, você logo encontra um padrão: você se balança por aí até encontrar um Titã, mata o Titã, vai para o próximo alvo, mata o novo alvo, recarrega os suprimentos, mata mais titãs, completa a missão e vai para a próxima missão (que é igual à anterior). É óbvio que, ainda assim, o jogo envolve muito mais ação do que apenas apertar o mesmo botão de forma repetitiva. Mas ainda assim, isso fica bem aparente quando você joga por muito tempo. Não é algo que vai estragar sua experiência, mas pode pesar na sua motivação para matar infinitos Titãs.

Attack on Titan traz uma mudança substancial da fórmula apresentada em Warriors pela Omega Force, implementando um novo estilo de movimento e inimigos gigantes presentes na franquia do mangá. Se balançar pelo mundo, encontrar inimigos, derrubá-los com apenas um corte é algo legal e impressionante. O mais importante é que o jogo é bastante fiel e faz justiça ao anime e mangá. Os ângulos da câmera nem sempre cooperam e o jogo tende a se tornar repetitivo, mas a história é suficiente para manter o jogador engajado. Attack on Titan é uma ótima introdução da franquia no mundo dos games e, ainda que não seja perfeito, é um jogo que pode ser aproveitado por quem nunca conheceu a história.

Attack On Titan é um jogo sólido que vale seu investimento. O jogo já está disponível para PS4, Xbox One, Steam, PS3 e PS Vita.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.