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Antes da estreia do Cavaleiro da Lua, eu fiz um review sobre os 4 primeiros episódios, que tivemos acesso graças à assessoria da Disney no Brasil (muito obrigado, de coração). Porém, como a série tem apenas 6 episódios, eu achei que seria melhor assistir o último para poder fazer um review mais sólido dos episódios finais.

Naquele primeiro texto, já deixei claro que eu gostei bastante do início da série, afinal, ela apresenta o personagem, seus conflitos, traz uma nova abordagem (que se afasta um pouco dos quadrinhos), mas que é aceitável, afinal, trouxe uma identidade própria para o personagem em um mês que tínhamos o lançamento do filme do Cavaleiro das Trevas. Se nos quadrinhos já temos bastante comparações, ter adicionado mais elementos sobrenaturais fez com que o Cavaleiro da Lua se afastasse de vez da sombra do Morcego e caminhasse exatamente para a popularidade que ele vem ganhando nos últimos dias.

Nos episódios finais, a Marvel Studios mergulhou de vez na loucura e misticismo que envolve o Cavaleiro da Lua, gerando algo que mais parece um filme longo do que uma série propriamente dita. Ok, eu até entendo alguns que se frustraram por ter tantas novidades no mito do aluado, mas Marc Spector e Steven Grant conseguiram causar uma ótima impressão, onde boa parte disso é responsabilidade da ótima atuação de Oscar Isaac, que se dedicou bastante ao papel.

Do outro lado, temos também o baita ator Ethan Hawke, que conseguiu convencer como vilão e médico enquanto aparecia nas alucinações do Cavaleiro da Lua. Aliás, o elenco foi bem mais reduzido do que em outras produções do estúdio e ainda assim conseguiu contar uma boa história. Há também de se notar que não temos um mega arco envolvendo os personagens, tudo se resolve nesses 6 episódios, sem promessas futuras.

O episódio final trouxe ação, uma bela luta de figuras gigantes, praticamente como dois Kaijus, além da apresentação da última e mais esperada personalidade do Cavaleiro da Lua: Jake Lockley. O mais interessante disso é que a Marvel Studios conseguiu começar e terminar uma série sem precisar fazer referências ao seu Universo Cinematográfico, trazer participações de personagens ou por o personagem no caminho de um novo desafio. Cavaleiro da Lua até parece como um dos filmes antigos de super-heróis, em que a única obrigação era contar aquela história sobre aquele personagem.

Embora eu seja um grande fã de como a Marvel acabou criando um subgênero do cinema, praticamente uma modalidade nova de filmes, que estão todos conectados por um universo compartilhado, funcionando como um grande formato episódico, eu também fico aliviado em ter uma série para poder mostrar para meus amigos e comentar sobre ela sem ter as amarras ou peso da cronologia. Vale lembrar que existem paralelos nos quadrinhos, a abertura de selos ou novas fases, mas sim, Cavaleiro da Lua faz parte do Universo Cinematográfico da Marvel e pode muito bem aparecer em uma futura produção compartilhada. Entretanto, ele agora se apresenta como uma nova porta de entrada para diferentes fãs conhecerem o projeto da Disney+.

No fim, acredito que Cavaleiro da Lua valeu todo o tempo investido e pode ter iniciado uma nova leva de produções que só precisam contar aquela história, daquele personagem. A fórmula da série também se diferenciou bastante das anteriores e o melhor é que não existiam grandes expectativas ou teorias sobre seu final, gerando um sentimento muito mais prazeroso ao terminar a cena pós-créditos (que é o verdadeiro final da série, vale lembrar).

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.