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Darksiders é uma franquia que possui uma ótima base de fãs. Houve preocupação com a franquia quando foram anunciados os problemas com a THQ, porém, tudo acabou tomando um rumo e o surgimento da THQ Nordic fez com que o dia fosse salvo. Em 2010, Darksiders recebeu ótimas críticas positivas. O mesmo se seguiu em 2012 com Darksiders 2. Logo, é normal que muito hype fosse criado em Darksiders 3, que só saiu agora em 2018.

Porém, Darksiders 3 acabou trazendo algumas mudanças: os puzzles bem elaborados foram deixados de lado e o combate também foi alterado. Isso trouxe uma certa preocupação. Aqui, jogamos com Fury, uma dos 4 Cavaleiros do Apocalipse. Ela está em uma missão para acabar com os Sete Pecados Capitais. O jogo se foca no padrão Hack & Slash, que é o normal da franquia, mas se afasta de elementos que já se tornaram característicos.

Ainda assim, o jogo tem um visual incrível. Não apenas a imagem é boa, o áudio é sensacional. Este é um ponto que se tornou tradicional na franquia. Dá para ficar espantado com a quantidade de tipos de inimigos que vemos no game, desde esqueletos até monstruosidades, temos muitos adversários para derrotar. Os cenários também são fantásticos e trazem diferentes esquemas de cores, causando uma boa impressão em cada momento.

Sim, muita coisa mudou em relação aos demais jogos da franquia. Aqui, temos uma identidade diferente. O jogo se inspira muito em Dark Souls, o jogo da Bandai Namco, a comparação não é leviana, já que há mecânicas bem similares, como o fato de você perder sua coleção de almas se morrer (ainda que seja possível recuperar ao voltar ao local de morte). Há um sistema de checkpoint que é garantido ao encontrar o demônio Vulgrim, que também permite usar a viagem rápida, comprar ou vender itens. É praticamente uma bonfire. Com isso, é normal ver o estranhamento que os fãs de Darksiders tiveram com o novo jogo.

Porém, como estamos em um Hack and Slash, o principal do jogo está na batalha. Fury é uma guerreira bastante hábil: ela tem um chicote e sabe usar bem. Além disso, você também possui diferentes armas secundárias que podem ser misturadas para variar suas habilidades de combate. No campo da defesa, sua melhor arma é a esquiva. Ao ser usada corretamente, ela é capaz de desacelerar o tempo, dando espaço para contra-atacar de forma eficaz. Entretanto, geralmente você enfrentará hordas de inimigos, o que dificulta o uso apropriado deste sistema. Mas, durante uma boa batalha de Boss, as coisas se equilibram, já que são geralmente um contra um.

Além do combate, o jogo se orienta muito na exploração e progressão. Você precisa explorar cada centímetro para encontrar itens que façam bom uso nas mãos de Vulgrim. Derrotar inimigos também garantem o ganho de almas, o uso delas garante que Fury ganhe nível em diferentes categorias: Arcane, Strength e Health. Há também o retorno da Forja, que permite que você faça upgrade em suas armas e armaduras.

Sobre a narrativa, Darksiders 3 opta por uma história mais linear. É uma opção interessante, de um certo ponto de vista, afinal, hoje é comum que as empresas criem jogos que deixem os jogadores mais livres para explorarem o jogo como um mundo aberto ou semiaberto.

Darksiders 3 é um jogo bem diferente de seus antecessores. Apesar das mudanças drásticas, as ideias não são ruins, apenas trazem uma nova abordagem para o jogo. A história é interessante e a apresentação é excelente. Entretanto, se você é fã da franquia e quer se aventurar ao lado de Fury, é melhor manter a cabeça e o peito abertos, só assim, você poderá aproveitar o jogo da forma como ele foi concebido. 


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