Comentários
2–4 minutos

Quando foi lançado originalmente em outubro de 2025, analisamos Digimon Story: Time Stranger aqui no site. Na época, eu mesmo escrevi o seguinte: “Com Digimon Story: Time Stranger, a Bandai Namco entrega o que pode ser considerado o ápice da série nos consoles. Este é um jogo que respeita sua base de fãs, revisita suas raízes com carinho e oferece uma experiência moderna e profunda de RPG, sem abrir mão da essência emocional que define Digimon. A espera de anos foi longa, mas o resultado é uma obra que honra o legado da franquia e, mais importante, projeta um futuro promissor.”

A verdade é que a franquia Digimon se consolidou entre os jogos de RPG de captura de monstros ao longo de mais de duas décadas. E Time Stranger realmente conseguiu ocupar um espaço interessante durante os últimos meses. Agora, o jogo finalmente chega ao Nintendo Switch 2 e a transição para o portátil aproxima muito a obra de suas raízes.

Para quem não jogou, a narrativa te coloca no controle de um agente da ADAMAS. Algo está acontecendo no distrito de Shinjuku, uma verdadeira anomalia dimensional, que pode destruir toda Tóquio. No meio do caos, você acaba sendo jogado para oito anos no passado. Agora, sua missão é investigar o evento, retornar ao presente e impedir a catástrofe. O roteiro mistura conceitos de viagem no tempo e traz uma história muito competente.

Pacote de Episódios e Digimon Adicionais 1: Dimensão Alternativa
Reprodução/Bandai Namco

Obviamente, estamos falando de um RPG, que exige paciência para entender o desenrolar. Como o jogo é de captura de monstros e também pode ser jogado por crianças, existe um excesso de exposição para que todos entendam o que esteja acontecendo. Depois que tudo fica bem exposto e encaixado, a campanha aumenta o nível.

A aventura dura cerca de 40 horas e entrega respostas recompensadoras e constroem laços genuínos entre os personagens. O protagonista segue o padrão clássico de ser silencioso, mas o resto do elenco é sensacional. Aliás, neste jogo, o planejamento tático é bastante recompensado. E o jogo funciona como um sistema de escaneamento, quanto mais você converte dados, melhores os atributos do seu digimon.

O jogo oferece cerca de 450 espécies diferentes para serem recrutadas e estrelarem sua equipe. As batalhas contra chefes são bastante inteligentes e eu realmente me vi investido no jogo durante muitas horas.

E como funciona no Nintendo Switch 2?

Reprodução/Bandai Namco

Bom, durante este período joguei bastante no Nintendo Switch 2 e o resultado foi espetacular. O console oferece duas opções claras de exibição. O Modo Qualidade roda em resolução 4K a 30 quadros por segundo. O Modo Desempenho atinge 60 quadros por segundo em 1080p. O estilo visual focado em anime beneficia a clareza gráfica e mascara o uso de texturas mais simples.

As telas de carregamento são extremamente rápidas. Os menus respondem com precisão. O formato portátil combina perfeitamente com a proposta de evolução contínua das suas criaturas.

Veredito

Digimon Story: Time Stranger moderniza a fórmula da série e consolida a franquia como uma alternativa robusta no gênero de RPGs de captura. A história profunda e as mecânicas refinadas superam os problemas de ritmo iniciais. A obra recompensa sua dedicação com um sistema de evolução viciante e um mundo denso. Ter essa experiência no Nintendo Switch faz valer a portabilidade do console e parece que o jogo achou aquela plataforma que pode ser sua grande aliada para a popularização desta nova abordagem da franquia.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.