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Atenção: Esta HQ faz parte de uma das indicações do Guia de Leitura do Homem-Aranha (clique aqui para conferir as demais).

Homem-Aranha Azul é considerada como uma das melhores histórias do personagem. O livro traz a saga do jovem Peter Parker, lidando com as perdas e com a sua transição para a fase adulta. Jeph Loeb nos leva para a mente de Peter, ele é o narrador da história, um garoto com senso de humor que enfrenta fases bastante sombrias durante sua vida. E este é o grande carisma do personagem: Peter passa por problemas que qualquer humano enfrenta, dores que também já passamos, emoções que também já sentimos e além disso tudo, ele é um herói.


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Mas  é importante frisar que essa não é apenas uma história de Peter Parker, ou de seu alter-ego. Antes de qualquer coisa, é crucial deixar estipulado que na verdade trata-se de uma belíssima e (infelizmente) trágica história de amor. A história de como Peter conheceu o grande amor de sua vida, e que mais tarde seria assassinada pelas mãos do Duende Verde. Gwen Stacy.

A história parte, aliás, com Peter narrando os acontecimentos de como conheceu a loira, em um velho gravador encontrado no porão. O interessante é que em sua narrativa, ele não está apenas relembrando a história, mas sim “conversando” com Gwen, o que traz um tom ainda mais melancólico à história. O que na verdade justifica o seu título, pois a cor azul nos EUA representa um estado de espírito triste, ao contrário de sua conotação no Brasil, onde “estar tudo azul” significa estar tudo ótimo.

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Um outro ponto muito legal da HQ, é que ela trata de preencher algumas lacunas da fase de Stan Lee e John Romita, acrescentando ao material original sem modificar nada. Assim, vemos como surgiu a amizade entre Peter e Harry Osborn, as reuniões do grupo de amigos composto por Flash Thompson (aprendendo a gostar de Parker), Mary Jane, Gwen e Harry, e até mesmo a clássica motocicleta que Peter ostentava npeteressa época.

Tim Sale fez um trabalho fantástico aqui, onde tenta homenagear o traço de John Romita Sr, mas devemos reconhecer alguns elementos de Ditko também, sendo um grande exemplo a forma como ele retrata o Duende Verde, sim, aqui temos uma boa galeria de vilões: O Duende Verde, o Rino, o Lagarto, o Abutre (os Abutres, na verdade) e Kraven, O caçador. As lutas são mostradas de forma bem ágil e rápida, pois elas não são o ponto principal aqui, mas toda vez que aparece um vilão, pode ter certeza que você gostará da cena, pois todas as cenas de ação são cheias de movimento. Enchem os olhos do leitor.

Algo que também me agrada muito nesse quadrinho é a quantidade de painéis que mostram coisas bastante cotidianas, como Peter e Tia May tomando café. Esse tipo de momento nos faz lembrar que Peter é um cara comum e o quanto esse seu lado é importante para o personagem e para seus fãs. É o que desde a década de 60 faz com que os leitores se identifiquem tanto com a persona de Peter Parker. Porque antes de ser o Homem-Aranha, ele é um de nós. Com todos os seus problemas cotidianos, dúvidas e incertezas a respeito da vida.

Obviamente, não dá para falar de Peter Parker e relacionamentos, sem citar uma certa ruiva. Sendo assim, a HQ traz também uma releitura do clássico encontro de Mary Jane Watson e Peter Parker, e é interessante notar como foram bem arranjados os três painéis. O primeiro painel traz os olhos de MJ, o do meio traz a surpresa de Peter Parker e o final revela os lábios dela, que traz um ar sexy para a personagem. 9k409sO sentimento é que Mary Jane está olhando diretamente para Peter, fazendo dele o seu alvo. A cena inteira é uma grande homenagem, que é o que esse quadrinho é na verdade, o livro inteiro temos uma homenagem aos grandes momentos da vida de Peter Parker, vale ressaltar as homenagens históricas contidas, pôster de “2001: Uma Odisseia no Espaço”, um pôster de Bob Dylan, e até uma velha jukebox, esses pequenos detalhes mostram que o Homem-Aranha vem atravessando e encantando gerações.

Na sua jornada através da perda e da dor (tanto mental quanto física), Peter Parker muda sua expectativa sobre alguma coisa horrível acontecer após algo bom. Jeph Loeb e Tim Sala trazem o personagem ao ponto que todos esperavam. Ele mantém seu humor e atitude positiva, ainda que o futuro nem pareça tão promissor. Dentro da mente de Peter reside um personagem com história, emoção e personalidade suficiente para durar para sempre. Quando chegar na última página, não tenha vergonha se uma lágrima rolar, ela só comprova que a jornada de Peter encontrou a sua.

Enfim, é uma leitura recomendada para qualquer fã de quadrinhos, não apenas do Homem-Aranha.

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Me deram uma dica antes e eu vou repassar aqui: 

Enquanto estiver lendo ou apenas folheando essa HQ, ouça o álbum abaixo, a vibe nostálgica dessas músicas casa perfeitamente com a história apresentada no quadrinho. Talvez você goste, talvez nem curta, mas te garanto que você vai ter uma experiência muito mais rica:



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