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Mais de duas décadas após sua estreia, Onimusha 2: Samurai’s Destiny retorna com um novo fôlego. A Capcom não apenas remasterizou um clássico: ela fez questão de celebrar sua herança, oferecendo uma experiência que honra o passado sem ignorar as necessidades do presente. Em tempos de jogos que misturam ação frenética com mundos abertos gigantescos, há espaço para uma aventura mais contida e clássica? A resposta é surpreendentemente positiva.
Logo de início, o relançamento mostra que não se trata apenas de nostalgia. Sim, os visuais continuam limitados pelos moldes da época, especialmente se compararmos com títulos modernos como Assassin’s Creed Shadows ou Ghost of Tsushima, mas há um charme inegável na forma como o Japão feudal é retratado. A atmosfera permanece envolvente, com cenários pré-renderizados que ganham nova vida com a remasterização. E mesmo que o jogo carregue o peso do tempo, ele se sustenta bem graças ao que sempre teve de melhor: combate satisfatório e uma narrativa cativante.
Duelo entre a tradição e o presente

O combate ainda é o ponto alto da experiência. Jubei conta com uma variedade de armas, todas passíveis de upgrade, e cada confronto com um demônio serve como mais uma peça no quebra-cabeça do progresso. Os orbes coloridos, coletados ao derrotar inimigos, continuam essenciais — ampliando vida, magia e desbloqueando o poder Oni, que transforma brevemente o jogador em uma máquina de destruição sobrenatural. As batalhas são desafiadoras, mas bem recompensadoras, com sistemas simples de aprender, mas difíceis de dominar.
A Capcom também adicionou modos de dificuldade ajustáveis, o que abre espaço tanto para jogadores casuais quanto para veteranos em busca de sofrimento. O Easy Mode facilita a jornada para quem deseja apenas vivenciar a história, enquanto o brutal Hell Mode traz mortes com um só golpe, testando reflexos e paciência.
Qualidade de vida e conteúdo extra

Uma das maiores virtudes dessa nova versão está nas melhorias de qualidade de vida. Poder alternar armas durante o combate, pular cutscenes, salvar automaticamente — tudo isso moderniza a experiência sem comprometer sua essência. Além disso, o modo Galeria é um deleite para fãs: mais de 100 artes conceituais originais estão disponíveis, revelando o capricho visual por trás dos personagens. E a trilha sonora? São 43 faixas disponíveis para ouvir livremente, permitindo que a trilha melancólica e épica continue ecoando fora do jogo.
Ainda vale a pena em 2025?

Mesmo com câmeras fixas datadas e fluidez limitada, Onimusha 2 ainda brilha onde realmente importa. É um jogo direto, sem enrolações, que confia na força de seu enredo e carisma dos personagens. O voice acting exagerado, típico da Capcom da época, contribui para o charme e cria momentos memoráveis, mesmo que sejam involuntariamente cômicos.
Para quem viveu o auge da era PlayStation 2, essa é uma chance de reviver uma joia. Para novos jogadores, é a oportunidade perfeita de entender por que Onimusha foi tão marcante.
Onimusha 2: Samurai’s Destiny é mais do que um simples retorno — é uma homenagem respeitosa a uma era de ouro dos jogos de ação. Embora o tempo tenha deixado suas marcas, o coração da aventura continua batendo forte. Se você gosta de ação, samurais e histórias envolventes, essa é uma experiência que merece ser (re)descoberta.
- Desenvolvedora: Capcom
- Publisher: Capcom
- Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch, Xbox One, Xbox Series XS
- Review feito no: PC
- Também testado no: Steam Deck
- Ótima história
- Ótimos personagens
- Várias melhorias
- Câmera






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