
No segundo episódio da quinta temporada, Jack é forçado a enfrentar o seu limite em uma batalha desesperada pela sobrevivência. Entretanto, o episódio começa com uma pequena participação de seu inimigo, Abu.
O retorno de Abu é uma surpresa bem vinda, é bom ver que a equipe de Tartakovsky não quis segurar o demônio por muto tempo. A participação de Abu é hilária e mostra que a série não perdeu o senso de humor. Abu começa o episódio fazendo coisas cotidianas como um alongamento matinal, recebendo presentes dos seus lacaios e coisas que um lorde do mal faz. Só que Abu é interrompido por um grupo de cientistas que alegam terem construído a máquina de guerra perfeita para vencer Jack. Porém, Abu não está tão interessado nisso (ou está?). Abu finge que não tem mais interesse no samurai, mas graças a uma pequena sessão de terapia, temos a oportunidade de saber mais sobre a psiquê de Abu.
A cena rapidamente explica que depois de ter destruído os portais do tempo, Abu achou que venceria Jack, mas ele não esperava que Jack não envelhecesse mais e nem que continuaria a causar problemas. O que é interessante nesta cena é que sabemos que Abu não é o único que está mentalmente exausto, de sua própria forma, Abu está cansado do conflito, cheio de ansiedade e sem ideias para se livrar do samurai.
A partir daí, vemos o encontro de Jack com a nova máquina mortal, que é vencida de forma bem fácil pelo samurai. Entretanto, é neste momento que vemos Jack encontrar com as Sete Filhas de Abu. A luta é impressionante e dura praticamente todo o episódio. Jack encontra seus limites físicos e mentais nesta batalha. As Sete Filhas de Abu foram criadas especificamente para vencer Jack e ele é quase derrotado pelas guerreiras.

As cenas de Jack contra as Filhas de Abu são intercaladas com uma luta de um lobo branco contra animais híbridos com um aspecto de tigre. É óbvio que o lobo é uma metáfora ao que Jack está passando nas mãos das vilãs, mas a situação do lobo e de Jack progridem para pior ao longo do episódio. Essas lutas mostram a qualidade excepcional que Tartakovksy dedica à sua narrativa visual.
Mais uma vez, temos uma cena profunda que mostra o frágil estado mental de Jack. As cicatrizes psicológicas dos últimos 50 anos estão causando um problema grande para Jack. Ele já começa a luta perdendo para sua própria mente. É uma cena dramática, mas bonita, que mostra o quão genuíno e humano o herói é. A esperança dele está chegando ao fim, mas mesmo no fundo do poço, Jack diz que irá encontrar uma maneira, que sempre há uma maneira, uma resistência quase super heroica.
O desespero mesmo acontece quando Jack percebe que não está lutando contra robôs (algo que ele imaginava das Filhas de Abu) e a forma como isso acontece, irá mexer com o telespectador.
No fim, o segundo episódio mostra que a temporada está se desenvolvendo da maneira mais correta e inteligente. A equipe de Tatakovsky não perdeu a mão e consegue manter o interesse e a qualidade da série. Um episódio simplesmente fantástico.




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