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Longe de casa e sem rumo.

CONAN, O BÁRBARO #1, DE JASON AARON E MAHMUD ASRAR
Eu estava com muito receio de pegar para ler uma revista do Conan escrita por Jason Aaron e me dar de cara com aquele estereótipo chato do machinho alfa que ele costuma colocar nas suas histórias com esse tipo de personagem… machinho alfa. Mas, surprise, surprise, a pegada dele com o Conan não é “eu sou o melhor naquilo que faço e o que faço é ser macho”. Finalmente! Até porque o Conan não precisa se explicar, ele é assim por gerações e pronto, se ele ficasse se explicando o tempo todo como fazem outros personagens “machos” a sua macheza seria diminuída, saca? É aquilo do fale menos e faça mais. Do cão que ladra, mas não morde. Assim, ele acaba se confrontando com a tal feiticeira rubra, que não, não é a Feiticeira Escarlate e a história fica bastante interessante. Destaque também para os desenhos de Mahmud Asrar que toma toda uma nova dimensão com a sua pegada de ilustração cheia de volume para os corpos cimérios e hiborianos mediavelescos e antigos apresentados nessas histórias de Conan. Vamos ver agora como se seguem essas histórias. Sei que estou meio atrasado com a leitura então vou tentar encontrar os números que deixei passar.

Veja aqui uma seleção de produtos do universo de Conan.

VINGADORES: SEM RUMO, VOLUME 2 – DEUSES, BRUXAS E BÁRBAROS, DE JIM ZUB, MARK WAID, AL EWING, PACO MEDINA, CARLO BARBERI E OUTROS
Nos quadrinhos, geralmente naqueles divididos em dois a quatro encadernados, quase sempre o primeiro deles acaba sendo o melhor. Mas neste Vingadores – Sem Rumo, Volume 2: Deuses, Bruxas e Bárbaros a coisa esquenta mesmo é no segundo e derradeiro volume. É nessa parte que os roteiristas Waid, Zub e Ewing introduzem o personagem Conan, o Bárbaro no Universo Marvel e fazem com que ele interaja com os Vingadores, em especial com a personagem Feiticeira Escarlate. Isso causa o clássico mix de fantasia conhecido como “capa e espada”, onde Wanda é a capa, a magia e Conan é a espada, a aventura. Então “está feito o carreto” como dizem no interior, a adrenalina assume níveis máximos nessa segunda parte da história e mesmo aquelas partes que no primeiro encadernado não empolgavam tanto, dessa vez empolgam. Os desenhos de Medina, Barberi e Izaakse são incríveis e casam bem com essa proposta de cruzar dimensões com diversos personagens. Uma ótima pedida para aqueles que curtem tanto as histórias super-heroísticas dos Vingadores quanto os que curtem uma aventura bárbara com Conan.

Vingadores: Sem Rumo pode ser adquirido através deste link.

YOUR NAME, DE NAMOKO SHINKAI E RANMARU KOTONE
Este é um dos poucos casos em que o mangá veio depois do anime no Japão, coisa que costuma acontecer ao contrário aqui no Brasil. O interessante disso é que se os mangás já eram bastante contemplativos em relação aos outros tipos de quadrinhos, nesse caso, Your Name de Makoto Shinkai e Ramaru Kotone, é ainda mais destacado neste tipo de característica. O mangá conta a história de uma menina do interior que se vê, de repente, habitando o corpo de um menino que mora na fervilhante capital japonesa de Tóquio. Sim, trata-se de um argumento velho e batido da mudança de gênero entre os personagens. Mas, pera lá, antes que você pense que esse será mais um enredo estilo “Se eu fosse você”, os autores da obra nos presenteiam com uma reviravolta inesperada sobre essa troca de corpos e de gêneros. Your name, então é um anime e um mangá bem bonitinho que tem coisas interessantes sobre sentimentos humanos ao mesmo tempo que usa da ficção científica e da fantasia com elementos shojo, lembrando mangás como Orange e Tarareba, por exemplo. Mas o melhor de tudo é que podemos concluir a história lendo um único volume de quase 500 páginas.

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