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Seth Rogen confirmou o desejo de voltar a dirigir longas-metragens após o longo hiato provocado pelas polêmicas de A Entrevista. A produção lançada em 2014 transformou-se em um grande problema de segurança em Hollywood.

Naquela ocasião, a trama focada em uma missão para eliminar o líder norte-coreano Kim Jong-un desencadeou uma crise internacional severa. O governo da Coreia do Norte fez ameaças militares diretas aos Estados Unidos caso a distribuidora seguisse com a exibição.

Como consequência direta do impasse, a Sony Pictures sofreu um ataque cibernético massivo que expôs informações confidenciais de executivos. O vazamento de dados gerou um caos financeiro e institucional que quase destruiu a estrutura do estúdio na época.

O cineasta detalhou que o impacto do ataque cibernético provocou um recuo natural nos planos da dupla de diretores para os cinemas. “Já faz um tempo. O último filme que fizemos quase causou uma guerra, então talvez tenhamos ficado um pouco receosos por um tempo”, explicou Rogen à Variety (via World of Reel).

O retorno gradual do artista ocorreu por meio da televisão com o comando de episódios de O Estúdio. A aclamada produção desenvolvida para o Apple TV, que ele também estrela e escreve, restabeleceu a confiança dos realizadores para planejar um novo filme para o futuro.

A parceria de longa data com o roteirista Evan Goldberg, amigo de infância de Seth Rogen, rendeu sucessos comerciais prévios como É o Fim. Os profissionais também assinaram os roteiros de comédias populares como Superbad: É Hoje e Segurando as Pontas.

O novo projeto cinematográfico da dupla deve seguir uma linha independente e sem o envolvimento de antigos colaboradores dos projetos anteriores. Dirigido pelos cineastas em 2014, A Entrevista está atualmente disponível para os assinantes da Netflix.

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