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Em 2019, Spike Lee chegou ao Oscar com chances reais de ganhar prêmios, graças ao excelente Infiltrado na Klan (2018). O cineasta, no entanto, perdeu a estatueta de Melhor Diretor para Alfonso Cuáron (Roma) e seu longa foi passado para trás na categoria de Melhor Filme por Green Book: O Guia (2018), de Peter Farrelly (Debi & Loide).

A derrota para Melhor Filme foi algo que incomodou bastante Spike Lee, pois ele não gostou da forma como Green Book (2018) abordou o racismo em sua história.

De lá para cá, o diretor nunca hesitou em cutucar o trabalho de Peter Farrelly. Agora, ele teve mais uma chance para fazer piada sobre o assunto no The Realest Podcast Ever.

Na ocasião, ele foi questionado sobre o que ganhar prêmios significava para ele. Em sua resposta, lamentou por ser pouco reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, pois alguns de seus grandes trabalhos não premiados são populares até hoje, enquanto Green Book (2018), segundo ele, caiu no esquecimento.

A Academia ignorou grandes filmes e grandes performances. Falando por mim, ninguém está assistindo mais essa porcaria de Conduzindo Miss Daisy (1989). Faça a Coisa Certa (1989) nem foi indicado [naquele ano]. Ninguém assiste Green Book (2018) hoje. Infiltrado na Klan (2019) foi indicado, mas não ganhou.“, disse Lee.

De fato, é uma pena que um diretor do status de Spike Lee nunca tenha sido devidamente reconhecido pela Academia.

Na data da publicação desta matéria, Infiltrado na Klan (2018) se encontra disponível no catálogo do Telecine.

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Fonte: World of Reel


Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.