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Toshio Suzuki , co-fundador e atual presidente do Studio Ghibli, comentou em entrevista recente sobre o processo de aquisição da empresa pela Nippon TV.
A negociação, confirmada no último dia 21 de setembro, foi um passo importante para o futuro do estúdio, já que seus dois fundadores ainda vivos, Suzuki e Hayao Miyazaki, já têm mais de 75 anos, e buscavam uma nova liderança para assumir a empresa.
Em entrevista à Liberation, o executivo falou um pouco sobre o processo de venda do estúdio. Confira o que Toshio Suzuki declarou abaixo:
“Não pudemos falar com ninguém sobre essa venda de ações até que o acordo fosse assinado e oficializado, o que foi doloroso. Apenas três pessoas no estúdio sabiam disso. Se a informação vazasse, estava tudo acabado”, explicou Suzuki.
“Mas a liberdade de Miyazaki continuar é uma das condições do acordo. E essa liberdade se aplica não apenas aos filmes de Hayao Miyazaki, mas a tudo o que o Studio Ghibli faz. A Nippon TV aceitou tudo.”
“Miyazaki e eu estamos com boa saúde e a Nippon TV não vem nos dizer nada. O problema se torna mais agudo quando não estivermos mais por perto. O que vai acontecer então, eu não sei. Depende daqueles que estarão lá na hora para pensar sobre isso.”
O mais recente filme do Studio Ghibli é The Boy and the Heron (O Menino e a Garça), dirigido por Hayao Miyazaki.
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Anteriormente, o filme estava sendo provisoriamente chamado de How Do You Live?, que é a tradução literal do título original em japonês (Kimi-tachi wa Dō Ikiru ka) e o nome do livro que inspirou a trama.
Mas ao anunciar o lançamento nos cinemas norte-americanos para 2023, a distribuidora GKIDS revelou o título oficial em inglês.
O ator Soma Santoki, de 18 anos, dá voz ao protagonista Mahito Maki na dublagem original. Takeshi Honda (Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar, Rebuild of Evangelion) é o diretor de animação.
Joe Hisaishi (A Viagem de Chihiro, Princesa Mononoke, Meu Amigo Totoro) compôs a trilha musical, enquanto Kenshi Yonezu, conhecido pelos temas de abertura de Chainsaw Man e My Hero Academia, interpretou a música-tema intitulada “Chikyūgi” (Globo).
Do que se trata a história?
Um jovem garoto chamado Mahito, em luto por sua mãe, se aventura em um mundo compartilhado por vivos e mortos. Lá, a morte chega ao fim e a vida encontra um novo começo. Uma fantasia semiautobiográfica sobre vida, morte e criação, em tributo a amizade, da mente de Hayao Miyazaki.
A trama do filme é inspirada no romance de Genzaburō Yoshino, publicado no Japão em 1937. Segundo Miyazaki, o livro é muito importante para o protagonista.
Lançamento sem marketing
Antes de sua estreia nos cinemas japoneses, o filme não recebeu trailers, sinopses ou imagens promocionais. O único material de marketing divulgado foi um pôster. Toshio Suzuki foi responsável por essa ideia.
Ele afirmou querer resgatar a época quando se ia no cinema sem saber muito sobre o filme, ao contrário dos tempos atuais com excesso de informação, e disse estar empolgado para surpreender os fãs.
Miyazaki demonstrou receio com a estratégia, mas decidiu confiar em Suzuki. No final, deu tudo certo. A produção arrecadou US$ 13,2 milhões nos primeiros três dias, tornando-se a maior estreia da história do Studio Ghibli, batendo o recorde de A Viagem de Chihiro.