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Após superar a metade de sua exibição, a 4ª temporada de The Boys finalmente deu um andamento significativo para sua história.
O título da resenha é um pouco sensacionalista, é verdade. No entanto, se dizer que o episódio 5 do novo ano é o começo real da história soa exagerado, podemos refletir que a série enrolou demais com subtramas que poderiam ter sido bem mais curtas.
Fato é que o vírus mata-super já está sobre a mesa, bem como outras cartas que vão acelerar o jogo nessa 4ª temporada, que serve de preparação para o legado da série.
Após muitos desencontros, os rapazes estão — praticamente todos, exceto Hughie — juntos novamente, tomando as mesmas decisões questionáveis de sempre, assim como acontece com humanos comuns na vida real.

Um tópico negativo que vale ser frisado, é a falta de inspiração para valorizar as boas sequências de ação apresentadas. Parece até que a equipe criativa acredita que só dá para impressionar mostrando vísceras e corpos explodindo.
Essa situação, no entanto, fica em segundo plano graças ao ritmo certeiro, que dá brilho até para a arrastada subtrama do pai do Hughie.
Além disso, a equipe criativa segue nos mantendo presos àqueles personagens, e o desenvolvimento deles segue sendo com sobras o principal atrativo da série.
O tom do 5º episódio é de começo de reta final. A partir desse ponto, nenhuma das atitudes tomadas pelos personagens terá um caminho de volta, e tudo pode acontecer, o que eleva os níveis de tensão dos próximos episódios.
Discutir legado em uma trama sobre pais e filhos no penúltimo ano soa como uma estratégia inteligente, pois, vai dar mais espaço para a equipe criativa construir algo realmente grandioso na 5ª e última temporada.
O capítulo de hoje (27) é uma prova que The Boys ainda tem lenha para queimar, e se você ficou empolgado com o que viu, espere até ver o que está por vir nas próximas semanas!