Dentre os vários atributos que usaram para vender The Flash, um foi que o filme mostraria o fim do SnyderVerso. Mas isso aconteceu mesmo?
Bem, de forma objetiva, o filme não funciona como um fim definitivo do que Zack Snyder construiu, já que deixa em aberto a possibilidade de continuarem com histórias desse universo no futuro.
Porém, sim, também serve como uma despedida, pois se a DC não quiser mais mexer no quintal do Snyder, The Flash deixa as coisas em um lugar confortável.
ATENÇÃO!!! Esta matéria contém SPOILERS!

O filme termina com o Flash em uma nova realidade, onde o Batman não é mais a versão do Ben Affleck ou a do Michael Keaton, mas sim a do George Clooney. Nesse novo mundo, o Aquaman ainda é interpretado por Jason Momoa.
Ao longo da trama, somos apresentados ao conceito de Multiverso sustentado por linhas do tempo diferentes. O “BatKeaton“, por exemplo, só conhece o Barry do SnyderVerso pois o herói criou uma intersecção entre linhas do tempo, ao alterar o evento da morte de sua mãe.
No final, o Flash desfaz a mudança deixando sua mãe morrer para salvar a realidade onde estava, porém, promove outra intersecção ao mudar o passado para inocentar seu pai. Por isso, Barry acabou parando na Terra do Clooney.
Sendo assim, The Flash termina se despedindo do SnyderVerso ao colocar boa parte de seus personagens na nova linha do tempo criada pela nova intersecção, mas deixa em aberto a possibilidade daquelas histórias serem retomadas, caso Barry desfaça a mudança que inocentou seu pai.
Quanto ao novo Universo DC desenvolvido por James Gunn e Peter Safran, não existe qualquer sugestão, além da criação do conceito de diferentes universos que se atraem.
The Flash deixa claro em uma cena envolvendo o Batman de Michael Keaton e um prato de macarrão que, personagens como Batman, Superman, Mulher-Maravilha e etc, tendem a existir em diferentes Terras, devido a atração dos diferentes universos e linhas do tempo.
Além disso, a cena também deixa claro que quanto mais o Flash volta para o passado para promover mudanças, mais ele cria novas intersecções entre universos.
Logo, tudo indica que o DCU seja fundamentado em um Universo inédito, ou em uma intersecção de um mundo diferente com o antigo DCEU, que possibilite a utilização dos personagens de O Esquadrão Suicida (2021) e Pacificador (2022) no novo universo compartilhado.
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Mundos colidem quando Barry Allen usa seus superpoderes para viajar no tempo e mudar os eventos do passado. Mas, quando a tentativa de salvar sua família altera o futuro, o herói fica preso em uma realidade em que o General Zod retornou, causando aniquilação e não há super-heróis para proteger o mundo.
Barry precisará recrutar um Batman totalmente diferente, que está aposentado, e resgatar uma kryptoniana presa… A única esperança é correr para sobreviver. O sacrifício do herói será suficiente para resetar esse universo?
The Flash está em cartaz no Brasil e tem direção de Andy Muschietti (IT: A Coisa), enquanto Christina Hodson (Aves de Rapina, Bumblebee) cuida do roteiro.
Ezra Miller como Barry Allen/Flash, Michael Keaton como Bruce Wayne/Batman, Kiersey Clemons como Iris West, Sasha Calle como Kara Zor-El/Supergirl, Maribel Verdú como Nora West, Ron Livingston como Henry West e Ben Affleck como Bruce Wayne/Batman estão no elenco principal.