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O ator Timothée Chalamet gerou polêmica com as comunidades artísticas clássicas após declarações sobre o futuro da indústria cinematográfica.

Durante um evento promovido pela CNN e pela Variety, o astro de Marty Supreme conversava com o ator Matthew McConaughey sobre a queda de popularidade das salas de cinema.

O artista declarou que não gostaria que a sétima arte terminasse como o balé ou a ópera, onde os profissionais tentam manter as apresentações vivas mesmo quando o público não demonstra mais interesse.

“E eu não quero trabalhar com balé ou ópera, ou coisas do tipo: ‘Ei, vamos manter isso vivo.’ Mesmo que ninguém se importe mais com isso”, afirmou Timothée Chalamet.

A declaração gerou reações imediatas de grandes instituições. A English National Opera e o Royal Ballet de Londres utilizaram o Instagram para defender a magia das apresentações ao vivo e convidar o ator para conhecer suas obras.

A Ópera de Seattle adotou uma abordagem bem-humorada, oferecendo descontos nos ingressos da peça Carmen para quem utilizasse o código promocional “Timothée”.

Profissionais da área também se manifestaram negativamente. O bailarino Fernando Montaño publicou uma carta aberta criticando a comparação, enquanto a bailarina Anna Yliaho declarou que “só um artista inseguro destrói outra disciplina para exaltar a sua própria”.

A controvérsia surge de forma oportuna para o ator, ocorrendo logo após o encerramento das votações para o Oscar 2026, onde ele figura como um forte candidato na categoria de Melhor Ator por seu trabalho em Marty Supreme.

A cerimônia de premiação do Oscar 2026 está agendada para o dia 15 de março.

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