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Os Novos 52 foi uma fase polêmica que, de certa forma, renovou os super-heróis da DC Comics para uma nova geração de leitores. Contudo, após quase dez anos desta iniciativa, quais foram as melhores e mais memoráveis runs que os escribas da época puderam nos oferecer? Vamos listá-las aqui para vocês, sempre através de nossa humilde opinião!


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1) MULHER-MARAVILHA, DE BRIAN AZZARELLO, CLIFF CHIANG E OUTROS ARTISTAS

Vamos combinar que as origens da nossa querida guerreira quase divina amazona Diana estão sempre sendo contadas e recontadas de maneiras diferentes. Essa foi a tentativa de Brian Azzarello colocar a princesa Diana não só como filha das amazonas, mas como uma semideusa, filha também de Zeus. Nessa jornada de Diana, ela precisa cuidar da segurança de Zeke, seu irmão mais novo, também filho do deus dos deuses. Nesse caminho ela vai defrontar quase todo o panteão greco-romano que está em busca do poder do trono de Zeus. Os conceitos usados por Cliff Chiang para os personagens mitológicos que acompanhamos na série são, para fazer uma paráfrase que combine, divinos. Fazia tempo que a princesa amazona não recebia uma fase com histórias tão consistentes e bem desenvolvidas como a de Azzarello e Chiang. 

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2) MONSTRO DO PÂNTANO, DE SCOTT SNYDER, YANICK PAQUETTE E OUTROS ARTISTAS

Outro personagem que foi brincado com uma fase bastante bem-sucedida foi o Monstro do Pântano, escrito por Scott Snyder. Diferente de sua fase no Batman, aqui Scott puxou as raízes do Monstro para aquilo que ela sabe fazer de melhor: usar muita muita e muita pesquisa, principalmente sobre a biologia para tecer as histórias do nosso ser pantanoso. Já os desenhos de Yanick Paquette conferiram uma nova maneira bastante botânica de como estruturar o layout de uma história em quadrinhos, sempre em páginas duplas e revelando os tecidos florais das plantas. Uma das grande sacadas de Snyder neste título foi aproximá-lo de outra revista de Os Novos 52, também na linha Dark, que é a do Homem-Animal, onde puderam estabelecer relações entre o Verde, o Vermelho e a ameaçadora Podridão. Compre materiais do personagem, clicando aqui!

3) HOMEM-ANIMAL, DE JEFF LEMIRE, TRAVEL FOREMAN E OUTROS ARTISTAS

O grande mérito de Homem-Animal, além de ter uma estreita ligação com outros títulos da linha Dark de Os Novos 52, foi o fato de que Jeff lemire não ignorou os elementos estabelecidos até então para Buddy Baker e sua disfuncional família. Nesta fase é incorporado o avatar Senhor Meia, que guia a filha de Buddy Baker, Maxine para que ela substitua o Homem-Animal como guardiã do Vermelho e, mais que isso, se torne a representante do vermelho – o reino de todos os seres carnais – na Terra. Assim, a série se torna semelhante à narrativa de The Walking Dead: se por uma porção temos um terror escancarado, por outro lado, também temos a parte humana, que é amnutenção de uma família em frangalhos por causa das conexões de Buddy Baker e sua filha, Maxine, com o Vermelho.  Veja materiais do personagem, clicando aqui!

4) AQUAMAN, DE GEOFF JOHNS, IVAN REIS, JOE PRADO, ROD REIS, E OUTROS ARTISTAS

Nesta fase, Geoff Johns conseguiu desarticular o mito sobre o Aquaman criado pelo Cartoon Network, de que ele era um super-herói inútil que falava com peixes apenas. Johns incorporou um clima de aventura para as histórias do personagem, que acabaram bastante refletidos no filme para os cinemas e que se tornou um dos mais bem sucedidos filmes do universo cinemático da DC Comics, estrelado por Jason Momoa. Também a arte consistente da dupla Reis e Prado, cheia de detalhismo e as cores espetaculares de Rod Reis, conferiram um vislumbre do fundo do mar muito diferente do que havíamos podido conferir até então nesse tipo de histórias. Com esta fase, o Aquaman acabou retornando para o primeiro escalão de super-heróis da DC Comics.

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5) BATMAN & ROBIN, DE PETER J. TOMASI , PATRICK GLEASON E OUTROS ARTISTAS

Para não dizer que não falamos de Batman (e Robin) trazemos aqui como exemplo uma das séries mais interessantes do universo bat maníaco da época, que foi Batman & Robin, pelos artífices da Tropa dos Lanternas Verdes, Tomasi e Gleason. Nela, pudemos observar a dinâmica entrecortada pela tensão entre o pai Bruce Wayne e o filho, Damian, dois teimosos e aguerridos lutadores, com visões radicais e diferentes sobre o combate ao crime. Contudo, lá pela metade do título, ele toma uma guinada interessantíssima que faz com que os leitores que acompanhavam a série entendessem a dimensão do amor de um pai por seu filho e quais os limites éticos e morais que ele está disposto a atravessar para tê-lo novamente em seus braços paternos. 

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