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Após 20 anos de publicação, Vinland Saga encerrou sua trajetória no dia 25 de julho de 2025, com o capítulo 220 sendo publicado na revista Monthly Afternoon. Criada por Makoto Yukimura, a obra começou como uma saga viking bem violenta, movida por vingança, mas se tornou uma das narrativas mais maduras e filosóficas dos tempos atuais.
O encerramento não entrega um final épico, mas um adeus realista, silencioso e carregado de significado. E, aqui, você saberá o que rolou no fim do mangá.
Uma história de violência e paz
Desde a infância marcada por ódio até a renúncia consciente à violência, a jornada de Thorfinn é uma das mais profundas transformações já vistas nos mangás. No último capítulo, o leitor vê o fracasso da utopia sonhada em Vinland, um lugar que não haveria guerra, escravidão ou dor. O conflito entre os colonos e os nativos explode tragicamente, mesmo após todos os esforços de Thorfinn pela paz.

Einar, seu melhor amigo e símbolo da consciência moral da obra, acaba perdendo sua vida. A maioria dos colonos retorna à Europa, derrotados ou desiludidos. Ainda assim, a esperança persiste: Plmk, um dos jovens Lnu, cultiva o trigo que Thorfinn deu a ele. Em uma metáfora poderosa, Yukimura mostra que mesmo quando grandes sonhos desmoronam, pequenos gestos de confiança ainda podem florescer.
O que acontece com Thorfinn?
O capítulo final mostra Thorfinn reencontrando sua família: a esposa Gudrid, o filho Karli e o recém-nascido Snorri. A cena é marcada por muita serenidade, enquanto Thorfinn segura seu filho nos braços com um olhar que carrega alívio, mas também tristeza. Ele percebe que a paz não está em uma terra distante ou em uma grande conquista, mas na vida que ele construiu com aqueles que ama.
Não há glória, apenas resignação. Thorfinn entende que seu papel é estar presente, como pai, marido e homem transformado. Sua frase “eu não tenho inimigo” ganha mais maturidade, algo que ele conquistou com dor, sacrifício e crescimento pessoal.
No fim da história, fica claro que a terra que ele queria não era um lugar longe. Era apenas um ideal, uma representação do que ele acreditava ser possível após uma vida de violência. Yukimura entrega um final que mostra que a busca pela paz é contínua e não mágica. Assim, Thorfinn sai vitorioso por nunca abandonar seus princípios.
Adaptação em anime
A 1ª temporada do anime foi produzida pelo WIT Studio (Esquadrão Suicida ISEKAI, Great Pretender) e adaptou o Arco da Guerra. Já a 2ª temporada foi animada pelo estúdio MAPPA (Chainsaw Man, Jujutsu Kaisen) e adaptou o Arco do Escravo.
Ambas as temporadas estão disponíveis na Crunchyroll e na Netflix com legendas e dublagem em português, enquanto o Prime Video possui somente a 1ª temporada disponível em seu catálogo.