
Eis que na quinta semana de jogo eu termino Salt and Sanctuary. Minha opinião sobre a obra não mudou, embora eu tenha que admitir que as últimas partes do jogo não foram lá muito emocionantes.
Não como se elas tivesse sido ruins, ou que o ritmo do jogo se manteve, mas as áreas finais de Salt and Sanctuary não me passaram muito bem aquela sensação de estar me aproximando de um final épico ou que algo grandioso se aproxima. Não teve uma sensação de “progressão”. Em diversos momentos do jogo em senti que estava saindo de uma etapa e entrando em outra, conforme eu ia ganhando novas habilidades de exploração, chegando a mapas mais abrangentes (ou mais claustrofóbicos) e descobrindo novos atalhos estratégicos.
E olha que tiveram alguns momentos bem interessantes nas minhas últimas horas de jogo. Enfrentei um boss que foi de longe o mais difícil (e irritante) do jogo, a Witch of the Lake (Bruxa do Logo), que apesar de ter pouca vida possuía ataques mágicos que se pegassem me matavam na hora. Após a Bruxa, cheguei numa área chamada Salt Alkymancery, que era bem diferente de outros locais do jogo, possuindo tubos de ar que levavam automaticamente para um local ou outro. Apesar da boa ideia e do boss interessante desta área, que antecipou o uso de boss duplos em Dark Souls III, o local não chegou a me empolgar muito, tampouco a Cripta dos Deuses Mortos, que apesar do nome descente só foi mais uma área qualquer para mim.

Após a cripta, encontrei-me novamente com o primeiro npc do jogo, um velho que recebeu meu personagem quando este chegou à ilha. E aí eu soube que havia enfim chegado até o final do jogo. E foi um final rápido, pois o último mapa não possuiu nada além do caminho para chegar até o boss final do jogo. E que boss fácil ele. Morri duas vezes, mas na terceira matei ele com tanta facilidade que nem me empolgou. Ainda assim, teve um detalhe interessante, é preciso cair de uma plataforma para chegar na batalha contra o Nameless God, e fazendo isso, o personagem acaba se ajoelhando antes do combate. Matando este boss final, pude escolher em fugir da ilha ou me tornar o novo moderfocka da ilha. Fiquei com a segunda opção. Não preciso dizer que este final foi bastante Dark Souls.
Falando em Dark Souls, vou comentar uns últimos pontos que eu acho que Salt and Sanctuary fez melhor do que ele. E são pontos bem escrotos.
Vejamos.
Sabe aquele lance de morrer em Dark Souls e então voltar até onde ficaram as suas almas, passar correndo por tudo, pegar e tentar voltar? Afinal, mesmo se você morrer após ter pego elas de volta, não estará perdendo elas para sempre.

Bom, isso não funciona em Salt and Sanctuary.
Neste Dark Souls 2D, quando você morre para um inimigo não basta ir até lá e apertar o botão de ação no local de sua morte. O inimigo que matou o jogador absorve o sal (paralelo das almas) dele e este sal só pode ser reconquistado ao matar o inimigo em questão. Mas não é só isso. Aparentemente, o inimigo fica mais forte baseado na quantidade de sal que ele absorveu. Tornando ainda mais complicado para o jogador conseguir de volta. Quando a morte é resultado de queda ou armadilhas, surge um Morcego de Sal, um inimigo simples de se derrotar. Quando é um boss que arranca o sal do personagem do jogador não é preciso derrota-lo, basta tirar 25% da vida do chefe para garantir que não vai perder para sempre este recurso importante.
Provavelmente esta mudança foi realizada apenas porque sendo o jogo em 2D, não ficaria tão legal o sistema de recuperação de “almas” de Dark Souls. No entanto, foi uma ideia muito boa e que talvez ficasse bem interessante na série “Souls”. Imagina aí morrer para um daqueles cavaleiros negros e precisar matar ele mais forte para reaver as almas? Ou então precisar tirar 25% da vida de Ornstein para não perder as almas que acumulou. Seria interessante e cruel. Seria bem Dark Souls.

Na semana que vem provavelmente irei jogar Mafia II, pois o III está perto de sair. O ideal seria jogar o lançamento, mas como não tenho dinheiro pra isso, vai a versão antiga mesmo.
Se alguém tiver uma sugestão melhor, neste link está a lista dos jogos que eu tenho e que ainda não zerei.
Alguns dados:
Total de horas de Salt and Sanctuary: 19
Total de horas do Zerando Minha Steam: 106
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 3
Jogos que faltam ser zerados: 261 (percebam que a quantidade de jogos que falto zerar aumentou. Culpa da Summer Sale)
Para acompanhar mais resenhas e comentários sobre livros e HQs, é só seguir o instagram do autor





Comentários