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Início de Máfia II

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Máfia II não é o pior jogo que eu já joguei, Máfia II NÃO é o pior jogo que eu já joguei…

Esta afirmação é completamente verdadeira, mas eu tenho precisado repetir como um mantra para continuar me fazendo retornar ao jogo e termina-lo. Não fosse meu comprometimento em continuar com estes registros, com certeza eu já teria jogado o título para o alto.

Tudo bem, admito que a vida adulta de muito trabalho, pouca diversão e Jack sendo um cara bobão fez com que eu tivesse pouco tempo para jogar essa semana. Mas mesmo assim, quando eu prefiro tirar um cochilo para manter minha sanidade mental do que jogar algum jogo, eu considero que o jogo não está sendo muito bom em prender minha atenção. Justamente o caso de Máfia II.

Não da nem para tentar dar alguma desculpa do tipo “ah, eu não gosto do gênero”. Por que sim, eu gosto do gênero. Poderoso Chefão e Bons Camaradas estão entre meus filmes favoritos.

O fato é que foram feitas algumas escolhas terrivelmente mal pensadas que acabaram prejudicando o desenvolvimento inteiro do jogo. Isso fez a história dele, que já não é primorosa, ficar realmente difícil de se ter vontade de acompanhar.

Mas vou falar por partes. Nesta última semana, joguei só umas 3 horas de jogo, e terminei três capítulos. Se não me engano, fui do nono capítulo ao início do décimo segundo.

No meio desse percurso, empreendi uma missão interessante, que envolveu resgatar o contador do chefe mafioso Carlo Falcone, para quem eu estava trabalhando, das mãos de um sujeito de uma família rival. Foi razoavelmente divertido, e de bônus, ao fim da missão finalmente Vito e Joe foram aceitos como membros da famiglia de Falcone. Além de ter confirmado minha dedução de que as passagens subsequentes do jogo envolveriam uma guerra entre as famílias, não que isso fosse muito difícil de se deduzir.

O capítulo 10 trouxe outra missão interessante, infiltrar-se em um hotel e assassinar o chefe de uma das famílias. Essa missão foi bem divertida, no entanto, os problemas do storytelling do jogo aconteceram logo depois.

Obviamente, depois de realizar a tarefa, precisei dirigir de volta para casa. Dormi com o personagem, imaginando que eu já estaria pulando para o próximo capítulo. No entanto, não foi o que aconteceu, pois durante a noite Vito recebeu uma ligação de seu amigo Joe.

Acontece que Joe estava desconsolado, pois um camarada seu, um rapaz muito jovem, havia morrido durante a missão. E eu, como Vito, acabei tendo que ir dirigindo até um bar, apanhar o completamente bêbado Joe, então levar para outro lugar da cidade o cadáver o sujeito que ele acidentalmente matou e por fim deixar o colega na segurança de sua casa.

Coisa semelhante aconteceu na missão seguinte, que após resolver algo relacionado à máfia, o jogo resolveu lembrar que a irmã de Vito existia e me fez ir até onde o marido dela estava, dar uns tapas no sujeito e então voltar para casa e prometer não machucar a esposa.

Essas pequenas “side-quests” obrigatórias são terríveis para o seguimento do jogo, prejudicam bastante a narrativa da história que está sendo contada na obra. Não que as amizades e relacionamentos famílias sejam ruins para um personagem, pois servem para a caracterização e mostrar um pouco mais de sua personalidade e história. No entanto, isto de forma alguma funciona em Máfia, já que não vemos de forma nenhuma a progressão da história de Vito com sua irmã, mas a situação é apenas lançada na cara do jogador aleatoriamente e sem desenvolvimento algum. E, apesar de serem cenas curtas, envolvem sair dirigindo pela cidade, o que toma tempo, já que a cidade não tem mais novidade alguma a essa altura do jogo… e tentar acelerar (literalmente) essas viagens de carro só vão fazer com que a polícia comece a perseguir o jogador para aplicar uma multa de excesso de velocidade.

O mundo aberto em Máfia II é realmente um problema. Apesar de ter sido bem feito em aspectos mais técnicos, em relação ao gameplay ele é muito mau aplicado e em geral só serve para consumir tempo do jogador que precisa fazer as vezes de chofer em várias ocasiões. Chega uma altura que é simplesmente um saco ter que ficar indo de um lado para o outro pra terminar algum evento mal desenvolvido que é obrigatório para o seguimento da história.

Acho que boa parte dos problemas desta obra teriam sido resolvidos se os desenvolvedores percebessem que o mundo aberto estava prejudicando pra diabo esse jogo. No entanto, isto melhoraria apenas aspectos em gameplay.

Na página do Vício, alguém comentou que a retirada deste aspecto “mundo aberto” corrigiria também a narrativa e o andar do roteiro do jogo… infelizmente eu tenho que discordar. E discordar muito. Já estou me aproximando ao final de Máfia II e os capítulos simplesmente não se completam direito. A história não tem um bom seguimento. Vão surgindo novos elementos em vez de se resolver e desenvolver as histórias passadas e coisas que não são mais relevantes voltam a aparecer só pra trazer alguma situação qualquer. Apesar dos capítulos talvez funcionarem bem de forma separada… a história geral é muito ruim. Basicamente, não tem história, não tem uma “plot”, como se o jogo tivesse sido escrito por um roteirista iniciante que fosse pensando nas coisas conforme ia escrevendo os capítulos em vez de construir uma narrativa concisa e bem arquitetada.

Quanto a mim, no momento só quero terminar logo esse jogo, que é ruim, e passar pro próximo.

Alguns dados:
Total de horas de Máfia II: 10
Total de horas do Zerando Minha Steam: 116
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 3
Jogos que faltam ser zerados: 267

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