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Até que o jogo teve bons momentos desde a minha última reclamação quanto a forma como sua história estava sendo contada. Mas ainda não foi o suficiente para se redimir aos meus olhos. Depois os acontecimentos que comentei na última semana, onde o passado de um personagem foi desenvolvido de forma muito fuleira e a trama do jogo parecia simplesmente não avançar, tive mais uma dose de andanças em linha reta, chefões em fim de dungeons desinteressantes e amostras gratuitas da bondade de Setsuna… até que cheguei nas Last Lands.
Depois de subir uma última montanha, os personagens tiveram um vislumbre de um castelo distante, e das Last Lands… ou pelo menos onde elas deveriam estar. Acontece que a terra além da montanha, e que possibilitaria chegar ás ruínas do reino antigo que se localizava nas Last Lands, havia simplesmente desaparecido. Não tinha como chegar lá a pé. E para completar, ao ver o que havia acontecido, surpresa, a personagem Aeterna, que está no grupo de Setsuna desde o início da trama, também desapareceu, confirmando a ideia de que havia algo de estranho com a garota. Enquanto isso Julienne, uma cavaleira de linhagem real, descendente dos governantes do reino onde deveriam estar as Last Lands, é dominada por alguma força sinistra, que já havia sido devidamente prenunciada ao longo da história, ponto para o jogo, e tenta atacar Setsuna. Frustrada, a guerreira fere a si mesma para se controlar e então abandona o grupo, temendo causar mal ao sacrifício.
Quanto teve estes acontecimentos, pensei que a narrativa do jogo daria uma guinada para melhor. E apesar de ter realmente melhorado um pouco nas próxima uma ou duas horas, ainda assim ficou um tanto quanto aquém do esperado. A situação de Aeterna foi resolvida de forma meio estúpida. Eu fui enfrentar um boss na cidade natal de Julienne, pois estava a procura dela, e Aeterna apareceu, vindo correndo ajudar. Sem drama, sem nada. Como se tivesse ido ao banheiro e voltado. Quanto a Julienne, teve uma historinha sobre ela ter tido contado com sangue de monstro e estar pouco a pouco se transformando em um monstro, e mais uma vez a bondade de Setsuna acabou salvando ela. Felizmente eles não usaram o piegas poder da amizade, mas sim a jovem aprendeu uma magia de cura.
A parte infeliz de tudo isso é que eu tive, mais uma vez, de revistar dungeons mais de uma vez para dar seguimento à história. Isso é terrível no JRPG. Com o grupo novamente reunído, foi possível entrar numa câmara da antiga família real do reino que se localizava nas Last Lands, o que delimitou um pouco mais a história, que parece cada vez mais girar em torno desse tal reino. Depois de passar por vários locais, onde Julienne foi testada pelo guardião para se saber se ela tinha o necessário para se tornar uma regente – teste que, obviamente terminou com um combate de boss – eu consegui acesso a um airship. O próximo passo, portanto, será chegar finalmente às Last Lands.
Pelo menos a parte do combate tem sido simples. Desde que dois de meus personagens aprenderam uma técnica dupla de nome que esqueci, consigo derrotar todos os inimigos normais assim que o combate começa.
De fato, como foi propagandeado, o combate do jogo se assemelha ao de Chrono Trigger, e até mesmo acrescenta uma o outra coisa interessantezinha. No entanto, ele de forma alguma funciona tão bem quanto na obra da antiga SquareSoft.
Acho que o maior problema é que o combate em I Am Setsuna não oferece desafio quase algum. Os personagens tem suas habilidades, tem suas magias diferentes, podem se combinar em técnicas duplas ou triplas, mas nada disso funciona muito bem. Não existe estratégia, não existe muito desafio. Basta entrar nas lutas e ficar fazendo qualquer coisa sem pensar muito no assunto.
O sistema de Spritinites, este retirado da ideia das matérias de Final Fantasy VII poderia colocar algum sabor e variação. Mas boa parte dele não importa muito, visto que das cinco habilidades que eu posso colocar no momento, não chego nem a usar três. Isto sem falar nos spritinites que oferecem bônus passivos. Nem me importo em ver o que eles fazem, saio colocando a esmo, e pensar neles estrategicamente não tem feito falta nenhuma. Existe também outro sistema em que as técnicas que utilizo vão ganhando bônus permanentes baseados em… alguma coisa. Influencia tão pouco no jogo que eu não me preocupei em descobrir como funciona. Acho que é baseado no amuleto que o personagem está usando. Não é que a ideia seja ruim. Só não funciona.
E então o jogo continua. A história poderia ter potencial para dar uma reviravolta e se redimir aos meus olhos. Não só a história como a narrativa. No entanto, como o jogo tem entre 20 e 25 horas, não creio que exista tempo hábil para isto acontecer.
No post da semana que vem vou tentar falar um pouco mais sobre aspectos mecânicos do jogo que ou são limitantes ou não funcionam como supostamente deveriam.
Alguns dados:
Total de horas de I am Sestuna: 10
Total de horas do Zerando Minha Steam: 128
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 4
Jogos que faltam ser zerados: 266