
(Esta matéria pode conter spoilers)
Não sou de forma nenhuma viciado em jogos (irônico, dado o nome do site), pra falar a verdade, eu jogo muito menos do que eu gostaria. De todas as um monte de coisa que tenho que fazer, o tempo de jogatina é o que costuma ficar menos priorizado. Quando penso nisso, até me acho um pouco velho demais…
Mas com Dark Souls é diferente. Tem algo no jogo, talvez um sentimento meio masoquista de querer continuar em frente, morrendo dezenas de vezes mas triunfando em algum momento, que me ativa o meu lado gamer inconsequente e me faz jogar até os olhos arderem e eu estar tão cansado que mal consigo seguir adiante no jogo direito. Bom, talvez eu esteja exagerando um pouco (muito), apesar de meus olhos realmente arderem no momento. No entanto, é como eu falei, costumo jogar só entre 3 e 6 horas por semana. Mas nessa segunda semana do Zerando Minha Steam devem ter sido umas 25 só de Dark Souls 3. Um valor que não é absurdo pra certos padrões, mas que pra mim é até mesmo irresponsável.
Em todo caso, estou lá pro final do jogo e acho que nessa situação já tenho conhecimento mais do que o suficiente para falar do seu level design – para os leigos, a forma como os mapas, locais e o fluxo do avanço do jogo foram concebidos. Pra ser sincero, com menos de 10 horas de jogo eu já poderia começar uma série de coisas a respeito desse aspecto de Dark Souls 3. Mas irei com um pouco mais de calma, retrocedendo pra falar um pouco sobre o primeiro jogo da série.

A primeira coisa que as pessoas pensam em Dark Souls 1 com certeza é a dificuldade do jogo. Foi o que mais marcou na série, a forma como lança ao jogador desafios trabalhosos e pune jogadas inconsequentes, mas que, na maioria das vezes, é justa. A segunda característica talvez seja em relação ao clima sombrio de Dark Souls, com todo aquele mundo decaído, com ruínas, morte, cores escuras e o tom de algo que está pouco a pouco se desconstruindo. Depois dessas coisas, tenho quase certeza que as pessoas pensam no level design.
Em Dark Souls 1 o level design era lindo. Você chegava em um novo mapa, olhava pouco a pouco para ele e seguia os caminhos que podia encontrar, pensando sempre que estava avançando no jogo. Mas logo em seguida acabava achando alguma coisa, uma alavanca, ou uma escada a ser ativada, que levava para o mesmo lugar que se estava morrendo duas horas atrás, abrindo assim um atalho para uma fogueira – ou um bonfire para quem prefere o inglês – que já era uma velha conhecido. Isso sem falar nos diversos caminhos secretos e as formas de alcançar lugares aparentemente impossíveis mas que podem ser acessados. Isso num jogo é algo extremamente foda, principalmente hoje em dia que a maioria dos títulos fazem o jogador ficar indo em frente e sempre em frente, passando de uma sala para a outra como se o jogo fosse uma grande linha reta (Final Fantasy XIII que o diga).
Mas não se resume a isso. Em Dark Souls 1, grande parte das áreas diferentes era interconectada, as vezes tendo três formas diferentes de se acessar. E realmente era uma surpresa enorme jogar mais de dez horas, e então subir uma escada, pegar um elevador e então subitamente se descobrir na área inicial do jogo. E isso sem passar por nenhuma tela de load ou coisa assim. O mapa de Dark Souls 1 é tão coeso, tão bem estruturado que os locais dele realmente parecem fazer parte de um mesmo espaço e não algo artificial criado para o jogador ir avançando e avançando e deixando as áreas passadas para trás.

E então tem o toque de mestre. Uma coisa que eu vi em realmente poucos jogos. Olhando para o horizonte em Dark Souls é comum ver torres, castelos, construções, as vezes cidades ou florestas ou coisas assim. E tudo o que é visto dessa forma, distante, como algo que não pode ser alcançado, na verdade faz parte do jogo e, caso chegue lá, mesmo sem perceber onde você está, se olhar para baixo, ou para o lado verá ao longe o local de onde antes, quando o personagem era fraco e morria para as criaturas mais desprezíveis, havia vislumbrado a área em que está agora. Essa característica do jogo era realmente fantástica. Era de uma satisfação e realização muito grande quando eu estava, sei lá, nas Catacumbas, que ficam lá na casa do caralho e então olhar pra cima, através de um buraco que havia nos paredões rochosos do lugar e então ver de longe um local próximo do início do jogo.
Um dos maiores problemas do Dark Souls 2 é que ele não teve nada disso – além de ter sido bem mais fácil. O level design do segundo jogo da série não chegava nem aos pés do primeiro, tendo mapas bastante lineares, que não davam voltas em si mesmos e essa sensação de ver no horizonte o futuro ou o passado do game se perdeu em sua maior parte. Enquanto no Dark Souls 1 a maior parte do jogo era preciso se basear em atalhos ativados ou portas abertas para transitar pelas áreas, no 2 o jogador logo no início já podia se “teletransportar” de fogueira em fogueira, sem precisar revisitar pedaços do jogo.
O Dark Souls 3 foi feliz em resgatar boa parte das ideias de level design do 1, embora tenha tomado algumas ideias do 2 e, portanto, não chegue aos pés do primeiro jogo da série nesse quesito. As fogueiras “teletransportadoras” estão de volta e eu sinto que o jogo perde bastante com isso. No entanto, Dark Souls 3 não deixa de ser bastante satisfatório. As áreas do jogo estão muito bem feitas, cheias de segredos e coisas para explorar, não devendo em nada para o primeiro jogo nesse sentido. Além de que, novamente, é muito visível o panorama do “mundo”, sendo possível enxergar vastidões e castelos que poderão ser acessados durante o jogo.

Como o lance de usar as fogueiras para se teletransportar está presente, as áreas do jogo acabam não se interconectando como acontecia no Dark Souls 1, mas dentro de si mesmos, cada local de Dark Souls 3 está muito bem projetado. Em especial, o Undead Settlement e a Cathedral of Deep ficaram fenomenais, sendo talvez os melhores mapas da série souls.
Mas claro que nem tudo são flores. Dark Souls 3 peca em alguns pontos. São pontos pequenos, mas mesmo assim, precisam ser falados. Comentarei deles na semana que vem, junto com mais algumas coisas, pois acho que eles não são o suficiente para um post inteiro.
Quanto ao meu progresso no jogo, eu devo estar muito próximo do fim. Já derrotei 3 dos 4 Lordes das Cinzas, creio estar próximo do quarto, embora tenha uma área opcional que pretendo explorar. Depois disso, acho que só falta o boss final mesmo.
Abaixo, segue minha lista de mortes, que já conta mais de 200 (não coloquei as 40 primeiras, que foram na semana 1, se quiser, pode dar uma olhada clicando aqui).
- Levei uma maçada na cara. Foi uma daquelas magas gordas
- Caí da catedral
- Atingido por flechas de fogo
- Fatiado por bicho que dá sangramento. Perdi 10.000 almas.
- Emboscado por dois gnomos
- Golpeado por outro gnomo fdp
- Cortado ao meio por machado
- Golpeado na cara por um cavaleiro de machado
- Mesma maldita coisa
- Morri de queda esquivando do mesmo cara
- Flechada na costela e queda de muitos metros
- Caí onde não devia
- Morto por queda again
- Amaldiçoado por basilisco
- Estocado pela lança de um bixo do pântano
- Morto por caveiras fantasmas estranhas
- Esmagado por clava gigante
- Pisoteado por um bicho estranho que pula
- Flecha gigante + caranguejo
- Massacrado pelos bichos que carregam árvore só pra pegar item merda
- Outro dos bichos puladores me pegou de surpresa
- Golpeado pelo vigilante do abismo kindred
- Perfurado no coração por flecha de fogo do boss
- Fui testar arma nova, caí do abismo.
- Morto invadindo gente
- Morto invadindo gente
- Morto invadindo gente =(
- Arrebentado por NPC invasor.
- Dilacerado por foice.
- Que bichos escrotos.
- Morto por bafo fedido
- Cortado por caveirão
- Again
- Mimico chutou minha bunda – literalmente
- Morto por bicho berserk
- Morto tentando atravessar lava
- Morri longe pra porra da fogueira. Triste…
- Morto por 1 hit ko de um guerreiro
- Fatiado por bruxa estranha
- Devorado por ratos
- …
- Tostado pelo Demon King
- Morto por um blue sentinel quando eu estava invadindo
- Idem
- Idem
- Idem
- Idem (e teve seis players no pvp)
- Idem
- Idem
- Tostado por Old Demon King
- Não sei como, mas morri para o Boss Wolnir
- Fatiado por outra caveira com foice
- Abocanhado por um cachorro tubarão zumbi gigante
- Cortado em vários pedaços por um pontífice
- Não são fáceis esses caras
- Morto invadindo gente
- Devorado por cachorros esqueletos (essa foi a morte 100 =D)
- Devorado por aquele cachorro tubaração esqueleto bizarro
- Morto ao invadir gente
- Morto por npc Tsorig
- Atacado por cachorro
- Espada elétrica na cara
- Mordido por cachorro
- Morri pra cachorro e perdi 40k souls
- Morri novamente pros cachorro
- .. vou ter que usar escudo nessa porra
- Morto por invasor
- Golpeado na cabeça pelo boss
- Cortado por Pontifice Sulivan
- Cortado ao meio por Sulivan
- Morto por invasores que protegem Aldritch
- Morto invadindo gente
- Tostado por ferro em brasa
- Marcado com ferro novamente
- E novamente….
- Morto invadindo gente
- Marcado com ferro novamente nessa porra
- Morri pra boss surpresa
- 1 hit ko da Dançaria
- Pelo menos a luta durou dessa vez
- Morri para um cavaleiro de armadura pesada
- Morto por cavaleiro de lothric fortão
- Novamente
- Massacrado por cavaleiros
- Devorado por mimico
- Cabeceado por ratão
- Cursed por basilisco
- Marcado a ferro na cara
- Novamente
- Baforada de gelo de bebê monstro
- Queimado a ferro novamente
- Devorado por mimico
- Novamente
- …
- … mimico fdp
- Morri para uns bichos fuleiros e perdi 40k souls
- Round house kick do mimico me matou, parei de usar as espadas da Dançaria do Vale Boreal e então matei ele de primeira na próxima tentativa
- Ferro quente novamente
- Roundhouse kickeado por outro mimico
- Marcado a ferro e fogo de novo
- Devastado por Yhorm
- Outra vez esse Yhorm
- E de novo
- Assassinado por invasor
- Pisoteado por gigante
- Assassinado pelos caras de Aldritch
- Abocanhado por lobo tubarão zumbi gigante
- Atingido e derrubado por flecha gigante
- Empalado por silver Knight
- Arqueiros fdp
- Morto por aranha gigante
- Rolei pro abismo enquanto lutava com cavaleiro branco dos olhos vermelhos
- Atingido por mil flechas do Devorador de Deuses
- Morto por boss que morria com mais um golpe
- Novamente mori para Aldritch
- E de novo
- Morto por cavaleiro de espada elétrica
- Fatiado por Aldritch
- Novamente esse cara
- As flechas escrotas dele
- =(
- Perfurado no peito por cavaleiro de Lothric
- Morri invadindo gente
- De novo
- Mais uma vez
- E novamente
- E outra vez
- E mais uma iteração
- E again
- E forever
- Dessa vez morri para Oceiros
- De novo ele
- Outra vez
- Oceiros desgraçado
- Pare de me matar
- ;-;
- Oceiros de novo
- Esmagado por bichos toscos
- Esmagado por gigante…
- .. Oceiros again
- Dessa vez foi invadindo gente
- Oceiros
- Dessa vez a última
- Morto por bicho fuleiro que estava forte
- Morto por… Gundyr?
- De novo
- Morto por aqueles bichos fuleiros do inicio do jogo, só que no fim do jogo
- E novamente
- Outra vez e ainda perdi Ember
- Levei um coice do Gundyr
- Morto por caveira da cimitarra
- Apanhei do Gundyr novamente
- Morto por bicho da cimitarra mais uma vez
- Um tiro de besta de um hollow qualquer
- Cabeça partida ao meio por machado
- Esfaqueado nas costas por caveira comum
- Caí no abismo ao tentar matar uma caveira
- Peito perfurado por facada de meliante
- Tostado por bafo de dragão
- Tostado por pelo dragão
- Cabeça perdida por machado
- Firebomb no meu pé
- Fatiado por alabarda porque controle travou
- Destruído por um único glpe de espada
- Congelado por mini Vordt
- Que bicho desgraçado esse bicho
- Vordt pequeno mais difícil que o grande
- De novo
- Golpeado por inimigo surpresa
- Eta mimico apelão o que me matou
- Golpeado por cavaleiro com espada gigante
- Morri de vacilo. Bye Bye muitas almas





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