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Início de Shadowrun Dragonfall

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Depois da pequena decepção que foi I Am Setsuna, resolvi jogar um RPG que tivesse mais chance de ser bom de jogar. Como eu já tinha terminado Shadowrun Returns e gostado da experiência, embora com algumas ressalvas, resolvi partir para a continuação dele: Shadowrun Dragonfall.

Em sempre me interessei bastante por jogos de temática cyberpunk, e já conhecia Shadowrun bem antes do Returns ter sido financiado pelo Kickstarter. Para quem não sabe, há mais de 20 anos, Shadowrun surgiria como um RPG de mesa, recebendo então dois jogos de RPG ao estilo ocidental, um para Mega Drive, que eu joguei muito e acho muito bom, e outro para Super Nintendo, que eu joguei pouco, mas costuma ser mais comentado pelos fãs. Teve também um jogo de FPS alguns anos depois, mas esse todo mundo prefere ignorar.

Shadowrun Dragonfall, que foi lançado em 2014, um ano após o Shadowrun Returns. Primeiramente ele veio como uma DLC, uma expansão, mas depois foi lançado de forma standalone em uma versão chamada Directors Cut.

Em questões mecânicas e conceituais o jogo não difere quase nada de sua primeira edição. Shadowrun Dragonfall mantêm o estilo 2D isométrico muito carismático que é utilizado no Returns, trazendo novamente os combates estilo “tatics” em que o jogador controla cada personagem de seu grupo de “Runners” movimentando eles pelo mapa em grid e então atacando, usando itens, interagindo com objetos ou utilizando magias. Para o estilo gráfico utilizado, o mundo de Dragonfall enche os olhos e as ruas de Berlim, onde se passa a história, parecem convincentemente cyberpunk e bem construídas.

Dragonfall cidade

Assim como no Returns, o jogador precisa primeiro criar um personagem para ser o seu protagonista. A criação funciona praticamente da mesma forma. Talvez tenham algumas mudanças, mas se realmente existem, não cheguei a perceber. Acho que a maior diferença no inicio é que Dragonfall busca se aproximar mais do conceito do RPG de mesa. Enquanto no Returns o jogador controla um personagem que está trabalhando solo e durante a história se alia com NPCs do jogo, formando um grupo, Dragonfall se lança no conceito dos Shadowrunners, que são grupos mercenários que trabalham fazendo missões à margem da lei. O grupo já está formado, e o personagem do jogador é novato nele, embora tenha intimidade e um passado com a líder. No entanto, logo na primeira missão acaba tendo que pegar a liderança de seu grupo shadowrunner ao mesmo tempo em que todos se vêm imersos em uma conspiração casca-grossa.

Apesar de isso ser uma mudança sutil, efetivamente agregou muito para o jogo. Os personagens que se uniam ao jogador em Returns não eram lá muito carismáticos e tinham histórias bem pouco aprofundadas. No entanto, como Dragonfall coloca esse enfoque no grupo de shadowrunners, todos os componentes dele, Glory, Eiger e Dietrich inicialmente, são bastante delineados e muito bem construídos. De fato, são personagens bem interessantes, e é bem divertido ficar conversando com eles para saber mais sobre o seu passado e ir criando laços com eles.

No entanto, uma crítica que eu tenho ao jogo é que acho tudo muito pouco customizável. O jogador quase não tem opções para modificar os personagens que não o protagonista que ele criou. E mesmo o protagonista tem poucas escolhas de equipamentos, magias e outros itens, enquanto o RPG de mesa traz uma gama enorme de aparatos que podem ser utilizados. Claro que eu não esperava um transporte perfeito do RPG para o jogo. Mas não deixo de pensar que o sistema do jogo foi feito de forma muito simplista e até um pouco desinteressante. Eu diria que ele é apenas bom o suficiente para não atrapalhar. Ainda assim, se fosse feito um trabalho como os Nerverwinter Nights esses RPGs de Shadowrun teriam muito a ganhar.

Alguns dados:
Total de horas de Shadowrun Dragonfall: 7
Total de horas do Zerando Minha Steam: 138
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 5
Jogos que faltam ser zerados: 265

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