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Início de Shadowrun Dragonfall

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Shadowrun Dragonfall segue bem divertido. Não é o melhor jogo que joguei do gênero, e nem o melhor jogo que joguei aqui no Zerando Minha Steam, mas definitivamente estou gostando dele.

Na semana passada eu fiz algumas críticas ao sistema do jogo. Elas permanecem. A forma como essa linha de jogos de Shadowrun funciona em acho excessivamente simplista. Bem, é o suficiente para o jogo ser agradável, mas realmente me faz sentir faltas das várias opções que tinha em jogos tipo Neverwinter Nights ou Baldur’s Gates ou mesmo jogos que também usam o sistema de combate tático, tipo Wasteland 2.

Essa pouca customização dos personagens, principalmente dos companheiros do protagonista, e dos equipamentos me pareceu ainda mais gritante conforme eu avancei no jogo. Estou indo na dificuldade Hard, e têm alguns combates que tenho achado bastante difíceis. Em mais de uma situação precisei tentar duas ou cinco vezes para passar de uma parte particularmente complicada. E o problema é que não há muito a ser feito. Não se trata puramente da estratégia que eu estava adotando no momento da luta, mas sim em como meus personagens chegaram nela em primeiro lugar. Não tendo como escolher muito as habilidades e equipamentos dos personagens – o protagonista tem poucas escolhas de equipamento e os companheiros deles tem itens pré-definidos e sua “evolução” é restrita a apenas 4 escolhas por parte do jogador – não é como se eu pudesse ter me preparado muito melhor para as shadowruns.

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Apesar disso ser um defeito considerável, em minha opinião, não tira tanto o brilho do jogo. O forte mesmo de Shadowrun está em sua história, e nisso o Dragonfall supera de longe o seu antecessor.

Na trama, o protagonista se vê tendo que liderar um grupo de shadowrunners após a antiga líder, sua amiga, morrer de forma misteriosa enquanto tentava hackear uma porta através da matrix. No entanto, isto não é tudo, como o grupo logo descobre, o lugar que haviam sido contratados para invadir era muito mais do que parecia. Se a missão deles era apenas invadir uma mansão e roubar os itens de um armazém, descobrem que na verdade o lugar escondia um complexo de nível militar muito fora da alçada deles.

É claro que, sendo runners, a história logo se voltou para encontrar o sujeito que havia feito o contrato “mau explicado” com Monika, a recém finada antiga líder do grupo. No entanto, após invadirem o lugar que o cara estava escondido, meus personagens logo descobriram que chegaram um pouco tarde demais. Ele também estava morto, tendo morrido da mesma forma sinistra que Monika, conectada à matrix. No entanto, devido a uns arcaios DVDs que o ex-contratante havia gravado, o grupo conseguiu remontar o que havia acontecido. E tudo girava às voltas de um dragão.

Como na maioria dos mundos fantásticos, em Shadowrun os dragões são umas das criaturas mais temidas e poderosas. Na verdade, talvez eles sejam até mesmo mais fortes do que os dragões de cenários medievais, pois usam de sua inteligência e capacidades para influenciar os humanos, dominar carteis criminosos e até mesmo serem donos de megacorporações. Quando houve o Despertar da magia e o mundo moderno se viu a voltas com feiticeiros, shamans, elfos, orks e criaturas estranhas, uma dragoa chamada Feuerschwinge – Asas de Fogo – despertou sobre a Alemanha e destruiu boa parte de Berlin, tendo sido eventualmente abatida pelos esforços de Adrian Vauclair. No entanto, ao que tudo indica, ela ainda está viva, escondendo-se na mansão que os personagens foram levados a invadir, e agora que eles a descobriram, terão que lidar com a perseguição de uma das criaturas mais poderosas que se tem por aí.

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Claro que eles poderiam deixar a história toda de lado. Inclusive, eles pensam nisso. No entanto, como já ficou claro para todos os personagens, Feuerschwinge não pretende deixar eles em paz, e quando eu estava voltando de uma missão, meu grupo foi emboscado por membros da unidade militar que eu havia encontrado na mansão.
Ainda não sei se esse encontro era algo obrigatório na história ou se tem vários eventos desconexos para ficar me relembrando que estou sendo perseguido enquanto faço missões paralelas. Espero que seja a segunda opção, embora eu não esteja muito certo disso.

No momento do jogo, os runners estão juntando dinheiro para pagar uma informante para encontrar o Adrian Vauclair. Se Feuerschwinge não vai deixar eles em paz, melhor levar a luta até ela.

Alguns dados:
Total de horas de Shadowrun Dragonfall: 11
Total de horas do Zerando Minha Steam: 142
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 5
Jogos que faltam ser zerados: 265

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