Lançado originalmente em 2010, Alan Wake se tornou um clássico aclamado pela crítica. O jogo trazia uma história focada no paranormal com persoangens intrigantes e um formato episódico. Porém, os anos se passaram e a franquia não ganhava novos títulos e nem apresentava sinais de retorno. Mas em 2019, com o lançamento de Control, um dos melhores jogos daquele ano, tivemos o renascimento do hype em cima de Alan Wake. O motivo? Os dois jogos estavam interligados e isso explodiu a mente dos jogadores. Era basicamente como o final de Homem de Ferro quando os Vingadores foram citados na cena pós-créditos.
Agora, dois anos depois, Alan Wake ganha uma versão remasterizada, trazendo o jogo para uma nova audiência, novas plataformas, mas mantendo a experiência original com muitas melhorias. O jogo se beneficia muito da nova geração para ficar ainda melhor.
Neste jogo, controlamos um escritor chamado Alan Wake, que basicamente é um cara bem famoso que escreveu muitos livros, tal como um Stephen King da vida. Infelizmente, ele está passando por um bloqueio criativo, que o impede de escrever algo há anos. Assim, sua esposa decide viajar com Alan na busca de conseguir alguma fagulha de inspiração. Entretanto, a viagem acaba gerando uma experiência sobrenatural que envolve até o desaparecimento da sua esposa. Enquanto tenta resolver o mistério, ele descobre páginas de um manuscrito que não lembra de ter escrito e o jogo só melhora a partir daí.

A história é repleta de várias reviravoltas enquanto aprendemos mais sobre Bright Falls e tudo que a assombra. O jogo é envolto em suspense e a forma como isso é misturado com o gameplay é genial, pra dizer o mínimo. Enquanto progredimos na história, encontramos mais páginas do manuscrito de Alan Wake e sabemos mais sobre a lore. Inclusive, sabendo de fatos futuros.
Alan Wake funciona como um jogo em terceira pessoa com a câmera me cima do ombro do protagonista, algo que era bem comum na época do seu lançamento. O jogo tem várias armas para se proteger, mas o principal item do game é uma lanterna, pois a luz dela faz com que os inimigos se tornem vulneráveis aos seus disparos. O sistema de combate já é bem peculiar, mas talvez a exploração seja o grande destaque do jogo.
Melhorias

Estamos falando de um jogo que saiu na época do Xbox 360, ou seja, algumas gerações atrás. Desde então, a tecnologia evoluiu bastante e a Remedy soube fazer o melhor pelo jogo: as animações ganharam upgrade, os personagens ganharam uma nova sincronização labial, os ambientes agora tem suporte a 4k, os designs dos personagens foram bem atualizados e até as cutscenes ganharam uma melhoria.
Para quem joga no PlayStation 5, que é meu caso, temos até funcionalidades no DualSense. Os gatilhos adptáveis reagem diferente para cada tipo de arma e cada passo de Alan Wake pode ser sentido no controle. Vale notar que nem todos os jogos atuais possuem tais recursos, então, é algo muito bem vindo.
Preciso também dizer que o aumento do framerate foi muito benéfico para a ação do jogo. No caso, Alan Wake é um baita exemplo de remasterização, mostrando todo um cuidado que o estúdio teve com o título, deixando-o bastante atraente até para os jogadores que só conhecem as gerações mais recentes.

Claro, nem tudo é perfeito, pois quando o jogo está com mais luz e claridade, dá pra ver algumas ‘imperfeições’. Entretanto, nada que estrague a experiência. Outro fator positivo é que temos os episódios DLCs dentro do jogo.
Conclusão
Em Alan Wake, você a experiência de jogar um dos melhores games da época do seu lançamento, mas com vários recursos que o transportam para a nova geração. É um jogo com uma história excelente, muito mistério e ideias simplesmente fantásticas. Para quem jogou Control, se torna obrigatório. E para quem ainda não jogou, jogue os dois, pois aproveitará duas grandes obras sobrenaturais que valem cada centavo.
- Um clássico
- Melhorias gráficas e de performance
- História empolgante






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