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Recentemente, James Gunn confirmou que próximo filme do Superman se chamará “Homem de Amanhã”, e o cineasta aproveitou para fazer essa anúncio junto com várias artes de renomados desenhistas da DC, incluindo Jim Lee.

O que chama atenção nas imagens, obviamente, é a presença de Lex Luthor com um clássico elemento do personagem nos quadrinhos: a armadura roxa e verde. Pois é, na próxima aparição do Luthor de Nicholas Hoult nos cinemas, o veremos usando sua armadura de guerra – mas afinal, como esse visual surgiu nos quadrinhos e como evoluiu ao longo dos anos? É sobre isso que vamos falar no vídeo de hoje.

Surge o traje roxo

Logo nas primeiras histórias, de forma geral, Luthor não tentava combater o Superman diretamente no mano a mano (a menos que o herói estivesse enfraquecido, como sob a influência de um sol vermelho ou algo do tipo). Em vez disso, enfrentava o Homem de Aço por meio de planos mirabolantes que quase sempre envolviam alguma máquina criada por ele. Foi só em 1974 que Luthor finalmente decidiu adotar uma postura mais ativa nas lutas contra o Superman.

Em Superman #282, Luthor usa um raio especial para rejuvenescer o Superman, transformando-o em um jovem. Para Luthor, isso já seria suficiente para torná-lo vulnerável — e então ele veste uma armadura de combate especial projetada por ele mesmo para tentar derrotá-lo fisicamente.

Esse traje roxo também contava com diversas armas poderosas que Luthor havia desenvolvido especialmente para derrotar o Superman. Foi justamente esse uniforme que apareceu na famosa série de TV “Superamigos”, em que Luthor assumia o papel de líder da Legião do Mal.

A primeira armadura

O visual com o traje roxo continuou sendo usado até o fim dos anos 1970 e seguiu pelos primeiros anos da década de 1980. Mas em 1983, a DC estava se preparando para lançar uma nova linha de brinquedos que estrearia em 1984. Chamada Super Powers, a linha da Kenner oferecia uma oportunidade interessante para os artistas da época: quem criasse o design de um boneco ganhava uma taxa de criação.

Aproveitando isso, a DC passou a pedir para que seus artistas mais renomados fizessem novos visuais para os personagens, permitindo que ganhassem uma grana extra com a adaptação desses designs.

Entre os artistas convocados estava George Pérez, que criou uma nova armadura de batalha para Lex Luthor — muito mais poderosa e ameaçadora — que estreou em Action Comics #544, numa história de Cary Bates, Curt Swan e Murphy Anderson. Na trama, Luthor havia se aposentado em Lexor, mas não resistiu à tentação de construir uma armadura mais poderosa — por precaução.

Enquanto isso, um robô que ele mesmo havia deixado programado tenta atacar Metrópolis. Superman então vai até Lexor em busca de Luthor. Durante a batalha, Luthor veste a nova armadura, mas um dos disparos ricocheteia no Superman, atinge uma coluna de energia e faz o planeta inteiro explodir. Lexor é destruído, junto com toda a população, incluindo a esposa e o filho pequeno de Luthor. A partir daí, o ódio dele por Superman se torna ainda mais profundo — mesmo que a culpa tenha sido completamente sua.

Por conta de sua inclusão na linha de brinquedos Super Powers, a armadura de combate do Luthor dessa época se tornou talvez o visual mais conhecido do vilão para toda uma geração de leitores de quadrinhos.

A fase “empresário sério”

Após Crise nas Infinitas Terras, Lex Luthor foi reformulado e passou a ser retratado como um empresário poderoso — que, por trás das cortinas, agia secretamente como um supercriminoso.

Por conta dessa nova abordagem mais realista, não faria sentido Luthor sair por aí usando uma armadura de combate. Em vez disso, ele passou a contar com capangas operando para sua empresa, a LexCorp, equipados com armaduras especiais desenvolvidas por sua própria equipe.

Durante um período em que Lex Luthor foi dado como morto, ele na verdade retornou à vida em um corpo clonado, fingindo ser seu próprio filho: Lex Luthor II. Foi nessa fase que ele voltou a vestir uma armadura de combate e chegou até a lutar ao lado de outros membros da LexCorp também armadurados.

Essa armadura mais… “heroica”, no entanto, era bem diferente da que ele usava anteriormente, e inclusive sequer contava com o esquema de cores verde e roxo.. Ele chegou até a atuar como uma espécie de defensor interino de Metrópolis, enquanto o Superman era dado como morto após sua batalha com o Apocalypse.

Pouco depois do retorno do Superman à vida, Luthor também voltou ao seu corpo original — como parte de um pacto com o demônio Neron. Em seguida, ele decidiu se lançar na política e acabou sendo eleito Presidente dos Estados Unidos.

A volta da armadura clássica

Mas é claro que algo assim não poderia durar no caso de Luthor. Eventualmente, ele surtou de vez durante o arco de abertura da série Superman/Batman, intitulado Inimigos Públicos. Incapaz de manipular a opinião pública contra Superman e Batman, Luthor decide destruí-los com as próprias mãos, vestindo uma armadura de combate especial que lhe foi dada por Darkseid. Essa passou a ser sua nova e mais poderosa armadura de guerra até então.

No universo animado da DC, na série Superman: The Animated Series, Luthor seguia basicamente a versão do empresário pós-Crise. No entanto, ele acabou enfrentando uma queda — e, ao final de sua participação no desenho da Liga da Justiça, já estava usando a clássica armadura de combate.

Durante os anos seguintes nos quadrinhos, Luthor passou a usar uma variação dessa armadura clássica. Até que, em um novo momento marcante, ele recebeu uma nova armadura durante o período em que Paul Cornell assumiu a revista Action Comics, com o próprio Luthor como protagonista por um tempo. Esse era o cenário quando Ponto de Ignição (Flashpoint) aconteceu e todo o universo foi reiniciado com os Novos 52.

A armadura do Reboot

Com o reboot, Lex Luthor foi novamente reformulado como um gênio brilhante que não enfrentava o Superman diretamente com armaduras, mas atuava nos bastidores para prejudicá-lo — ora como consultor militar, ora como criminoso declarado. Com o tempo, no entanto, Luthor não resistiu à tentação e acabou recorrendo mais uma vez a armaduras de guerra. Uma delas era um modelo gigantesco, que inclusive foi destaque nas capas das revistas do Mês dos Vilões da DC.

Pouco tempo depois, durante o crossover Vilania Eterna (Forever Evil), o Sindicato do Crime chegou à Terra e derrotou a Liga da Justiça. Diante disso, Luthor foi forçado a lutar ao lado de outros supervilões para salvar o mundo. Felizmente, ele já estava desenvolvendo uma nova armadura — que estreou em Forever Evil #2, escrita por Geoff Johns e com arte de David Finch.

Depois de ajudar a salvar o mundo, Luthor chegou a integrar a Liga da Justiça por um tempo, usando uma armadura levemente diferente daquela que havia estreado em Forever Evil. Pouco tempo depois, o Superman da era Novos 52 morreu em combate. Diante disso, Luthor tomou uma decisão ainda mais ousada: se tornar o novo Superman.

Para isso, ele mandou construir uma nova armadura de combate, agora azul e vermelha, e desta vez com um grande “S” estampado no peito — e passou a usá-la como símbolo de sua nova missão como “protetor de Metrópolis”.

Como podemos ver, o conceito de uma “armadura de guerra” é tão marcante e envolvente que os roteiristas simplesmente não conseguem resistir a revisitá-lo, vez após vez. É como se ela fizesse parte essencial da identidade do Lex Luthor moderno. Não é a toa que veremos o Lex de Nicholas Hoult com uma dessas muito em breve.

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