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A DC finalmente publicou o segundo crossover entre Batman e Deadpool, e como já era de esperar, esse é completamente pirado. Afinal, estamos falando de uma história escrita pelo genial e caótico Grant Morrison.
Em uma história cheia de metalinguagem e referências aos quadrinhos, Morrison não apenas se insere na história como ainda nos apresenta uma fusão completamente inesperada: o Deadbat. No vídeo de hoje, falamos sobre essa história.
A história começa de forma grandiosa, onde duas entidades cósmicas, cada uma representando a DC e a Marvel, realizam sua dança eterna através do universo até que, dessa dança, nasce um olhar, um romance… e as duas entidades se beijam.
A partir dessa mitologia cósmica vasta, a história muda para Gotham, onde vemos um homem bebendo e lamentando a morte de sua esposa. Seu nome é Victor, e ele percebe que o Batman está ali. O herói coloca a mão em seu ombro e pede que Victor conte toda a história trágica, prometendo punir os homens responsáveis por isso, ligados a ele e à Waller.
Esse cara é Victor Gover, um vilão bem obscuro do universo DC. Ele foi o segundo Mestre dos Esportes. E, pra dar contexto sobre sua aparição, basicamente é uma referência a uma antiga história do Esquadrão Suicida. Em seguida, vemos o Batman em ação em uma cidade na Grécia. Ele está falando com alguém pelo comunicador, dizendo que está atrás de um artefato e que soldados da Amanda Waller já morreram por lá. Esse artefato, segundo o Batman, tem o poder de manipular a realidade.
Enquanto investiga os corpos dos mortos, Batman percebe um batarangue na parede em ruínas, quando uma mão parece se estender em sua direção. Nesse momento, as entidades cósmicas começam a se conectar de forma mais intensa. E, a partir dessa conexão, o tecido da realidade fica muito mais instável, resultando em algo bem incomum.
Logo depois, a cena corta para uma onde Deadpool está segurando um Batman ferido, cheio de flechas no corpo. Pra explicar essa página, o mercenário começa a contar pra gente, os leitores, como eles chegaram até esse ponto. Tudo começou quando ele estava enfrentando ninjas cartunescos. Depois de acabar com eles, Deadpool pede que o público confie nele.

Logo de cara, Deadpool já traz suas piadas costumeiras, mas também manda umas referências típicas de Morrison. Ele começa a contar quantas paredes tem na sala em que está. Quando chega à quarta parede, ele olha pra gente e diz que consegue nos ver, fazendo alusão àquela página icônica de Homem Animal, escrita pelo próprio Grant Morrison. Já dá pra sentir que vai ter muita meta-linguagem nessa HQ, né?
Deadpool se encontra em algo que parece o labirinto da Corte das Corujas. Ele é atingido por explosivos, perdendo os pés no processo. O mercenário dá de cara com o Batman, que entrega seus pés de volta pra regenerar, o que leva o Morcego a comentar que aquele fator de cura parece bem doloroso. E é mesmo.
Batman então pergunta se ele já ouviu falar de Exterminador, levando a uma piada envolvendo esse personagem da DC, onde Deadpool zomba dizendo que não sabe o que isso significa. Batman sorri e confirma que ele não é Slade Wilson. E sim, obviamente, essa piada com o Exterminador não é aleatória. Pra quem não sabe, o Deadpool foi criado originalmente como uma paródia de Slade Wilson, o Exterminador. Logo depois, Batman desvia de um golpe de Deadpool, dizendo que ele não é tão bom quanto o Slade, e o Cavaleiro das Trevas derruba o Mercenário.
Ao saírem daquele lugar, Batman comenta como a sala anterior parecia o labirinto da Corte das Corujas. Enquanto caminham por novas salas cheias de referências a crossovers entre DC e Marvel, Bruce tenta entender quem é Wade, já que ele tem armas letais e um nome de vilão. Mas Deadpool se defende dizendo que é um anti-herói, o que é muito diferente. Bruce acha que Wade é uma espécie de coisa do multiverso, como um eco do Slade Wilson do universo DC. Isso irrita o mercenário, que rebate com humor chamando o Batman de Cavaleiro da Lua, mas o Morcego apenas responde como de costume: “Eu sou o Batman.”
Wade acha que eles estão em uma espécie de “escape room” e que precisam trabalhar juntos para sair dali. Então eles embarcam em um pedalinho-cisne. O mercenário continua tagarelando, e até diz que deve estar sendo irritante para o morcegão, mas Bruce permanece tranquilo, dizendo que está acostumado, considerando que seu arqui-inimigo é um palhaço que nunca cala a boca. Sem contar o fato de que ele também criou o Robin, que era uma criança hiperativa, segundo o próprio Batman.
O herói menciona que eles não estão sozinhos, e Wade concorda, dizendo que mesmo sem sentido-aranha, sente que algo está errado. Eles finalmente chegam ao fim de sua jornada, e o Batman lista as pistas que encontrou até agora. No entanto, aquela gangue de ninjas cartunescos retorna e os ataca. A luta começa, e Deadpool diz que respeita muito a regra de não matar do Batman, mas aqueles são ninjas cartunescos — então eles nem têm sentimentos.
Então Batman finalmente pede para Deadpool calar a boca. Wade diz que o Batman tem algo mais forte que o adamantium: é a “armadura de roteiro”, um termo que usamos pra descrever quando um personagem não pode morrer ou se ferir porque o roteiro sempre o protege. O roteiro é a armadura do Batman, o que não deixa de ser verdade. Para testar essa teoria, Batman pula na frente das flechas dos ninjas. E, aparentemente, essa teoria falha, porque o Batman acaba crivado por elas. Deadpool parece impressionado, faz uma carinha triste ao ver a teoria falhar, enquanto o Batman geme de dor, dizendo que aquilo não é real.
Logo é revelado quem está por trás de tudo isso: a vilã Cassandra Nova, irmã de Charles Xavier. E o motivo dela estar nessa história é que Grant Morrison foi quem a criou nos quadrinhos dos X-Men. Cassandra revela que Deadpool, na história, estava procurando uma arma para derrotá-la, mas ela manipulou o Batman para encontrá-la primeiro. O problema agora é que a telepata não consegue enxergar dentro da mente do detetive, mesmo usando seus poderes ao máximo. Cassandra até se pergunta quem diabos ele é. Ela então vasculha as mentes dos dois em busca da arma. No entanto, Deadpool consegue salvar seu novo melhor amigo.

Voltamos àquele momento do início da história, em que Deadpool carrega Batman nos braços. Wade o leva até o Poço de Lázaro, que também está localizado ali. Deadpool fica um pouco ansioso sobre o que pode acontecer com o Batman, já que o morcego pode enlouquecer ou, pior ainda, acabar nu. Mesmo assim, ele o joga lá dentro.
Batman emerge do Poço de Lázaro com vida, mas não como o Batman. Agora ele é o Garra das Trevas, a fusão entre Batman e Wolverine, vinda de um antigo crossover entre DC e Marvel. Garra das Trevas sai pronto para enfrentar Deadpool, chamando-o de “Slade”. Isso irrita Wade, que o corrige dizendo: “Wade, com W”. A luta inteira acontece em cenários inusitados, vindos dos quadrinhos da Era de Prata do Batman, como a icônica máquina de escrever gigante. A batalha é brutal, e Garra das Trevas afirma ser um Batman com fator de cura. Ele desfere golpes pesados contra Deadpool.
Em determinado momento, Batman parece recobrar a sanidade e diz que nunca está sozinho. Ele tem um parceiro que nunca faz o que ele manda. Nesse instante, a história sofre uma reviravolta. Todos aqueles lugares por onde Batman e Deadpool estavam passando eram, na verdade, construções mentais criadas por Cassandra. Na realidade, a vilã está mantendo Deadpool preso no inferno mental do Batman. E quando ouve o Batman falar que tem um parceiro, isso é o sinal para que Robin, Damian Wayne, ataque a telepata.
E é exatamente o que ele faz, o que quebra a concentração de Cassandra. Batman e Deadpool então se veem novamente naquelas ruínas na Grécia, do começo da história. Eles caminham pelos escombros até avistarem alguém segurando um notebook estranho. E essa pessoa começa a explicar a história que estamos acompanhando. Aos seus pés, há um Batman morto. Nosso Batman (o vivo) explica que essa pessoa está segurando um dos objetos mais perigosos da existência: um Teclado Cósmico, capaz de alterar a realidade. E logo de cara, dá pra saber quem é essa pessoa, né? É o próprio Morrison.

O Batman elabora, dizendo que Victor, que vimos no começo da história, é o vilão Mestre dos Esportes. Ele estava em uma missão com o Esquadrão Suicida quando encontraram esse artefato, e sua esposa foi morta por pessoas que queriam saber onde ele estava. Grant Morrison, dentro da história, entende exatamente o que o Batman está insinuando e diz que vai cuidar do resto. Morrison então revela que o Batman morto aos seus pés é da Terra 7642.
Batman insiste que aquele notebook não pode cair nas mãos de Cassandra, e Grant Morrison garante que não vai, pois o dispositivo só responde ao seu toque. Mas talvez uma reviravolta seja necessária pro desfecho da HQ. Nesse momento, Cassandra Nova aparece e usa seus poderes pra invadir a mente de Grant Morrison. Ao fazer isso, ela acredita que pode burlar a regra do teclado cósmico, já que ainda seria Grant Morrison escrevendo a história, e não ela.
Cassandra tenta controlar a mente de Morrison e escrever a história por meio dele. No entanto, ela percebe que não está funcionando, e Morrison sorri. A verdade é que Cassandra não apareceu ali por acaso. Grant Morrison a escreveu na história. Agora, Cassandra está sem ideias, o que leva a uma piada sobre ela estar com bloqueio criativo. Num tom brincalhão, Morrison pergunta se ela quer ver o que acontece quando ele também fica sem ideias. Nesse momento, vemos um painel onde as duas entidades cósmicas estão tendo um momento intenso.
A ideia de Morrison é fundir Batman e Deadpool, criando o “DeadBat”. E na página seguinte, vemos Cassandra decapitada, mas ainda viva. Wade diz que sua missão está cumprida e que até o Batman da Terra 7642 vai ressuscitar. Ele mal pode esperar pra contar que viveu uma aventura épica com o verdadeiro Batman. O mercenário continua, dizendo que talvez essa aventura fosse apenas mais uma pro Batman, mas pra ele, significou tudo.

Grant Morrison tenta explicar ao Batman o que aconteceu na história, usando termos técnicos de roteirista, e o Batman não entende nada. Damian Wayne aparece, e Batman sabe que Grant Morrison não pode reescrever o cânone, mas quer saber até onde isso pode ir. E, no final, voltamos àquelas duas entidades que vimos no começo. Agora, depois de toda a empolgação, elas estão na cama, marcando um próximo encontro.
Por fim, depois que as duas entidades se separam, Grant Morrison altera o cânone da DC, provavelmente a pedido do Batman. Isso porque a esposa do Mestre dos Esportes agora está viva. Victor não sabe explicar como isso aconteceu, mas está feliz. Batman, à distância, apenas deseja a ele boas festas.
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