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No dia 11 de maio, os fãs do Cartoon Network têm um encontro marcado com Apenas um Show: As Fitas Perdidas, no canal da rede e na HBO Max. Nove anos após o fim da série original, Mordecai e Rigby estão voltando para aventuras inéditas que prometem expandir a mitologia de uma forma ligeiramente diferente, mas com o mesmo humor de sempre.

A convite do Cartoon Network, conversei com o criador da série, J.G. Quintel, e Sam Marin, voz original de Benson e Musculoso, para entender em que pé está esse retorno cheio de riscos e segredos. Como fazer jus a algo que acabou tão bem? Bem, o sentimento da conversa foi animador, pois eles estão claramente com a mesma empolgação de antes. Mais experientes, mas com o mesmo espírito brincalhão de anos atrás. Talvez isso seja uma dica sobre onde está o coração da série nesse retorno.

“O início é sempre a parte mais difícil.” — J. G. Quintel

Apenas um Show: As Fitas Perdidas estreará com estrutura fora da curva, diz J.G. Quintel (Exclusivo)
Reprodução/Cartoon Network

Retornar após oito temporadas consagradas é uma responsabilidade gigantesca. JG foi sincero sobre o frio na barriga inicial: “Acho que a coisa mais difícil foi descobrir como criar algo que nos deixasse realmente empolgados, dado que já tínhamos feito tantos episódios e encerrado a história de forma tão redonda”, revelou o criador. Ele admitiu que o começo assustou, especialmente quando porque a encomenda foi de 44 episódios logo de cara. “Diante de uma tela em branco, você diz: ‘Certo, vamos lá. Precisamos criar coisas legais’. Depois que engrena, você não consegue parar.”

Para Sam Marin, no entanto, o retorno foi mais simples. Benson vive dentro dele, então foi como reencontrar um velho amigo. “Assisti a alguns episódios antigos. Acho que repetir certas falas às vezes ajuda a voltar para o lugar certo do personagem, especialmente na parte vocal“, contou Sam.

Tudo mudou e nada mudou

Reprodução/Cartoon Network

Dada a velocidade com que as informações correm no mundo das redes sociais, nove anos podem ser uma eternidade. Desde o último episódio de Apenas Um Show, o mundo mudou, o público mudou, mas J.G. Quintel continua fiel ao seu garoto interior. Ele acredita que o hiato foi, na verdade, um combustível criativo: “Ter esse tempo longe e viver novas experiências antes de voltar trouxe muitas ideias que nunca teríamos tido antes“.

Sobre a pressão de se adaptar aos novos tempos, ele foi categórico: “Continuamos fazendo a série para nós mesmos, que é o que sempre fizemos. Se achamos engraçado, espero que existam outras pessoas com o mesmo senso de humor que o nosso”. No fim, sempre foi sobre ser autêntico. É essa honestidade intelectual que fez a série ser o que é, certo?

Tudo de novo, mais uma vez

Reprodução/Cartoon Network

Se você espera mais do passado de Benson ou quer ver novas histórias de fundos de rostos conhecidos, pode comemorar. JG garantiu que vamos descobrir mais sobre personagens da fase original que ficaram em segundo plano.

O primeiro episódio será um especial de meia hora com uma estrutura totalmente fora da curva. “Conseguimos convencer a rede a nos deixar fazer isso, mas só desta vez. Estamos muito empolgados para que vejam como vamos trazer a série de volta”, provocou JG, fazendo mistério total sobre a narrativa dessa nova fase.

Ele encerrou a conversa em tom de suspense: “Assistam ao primeiro episódio e tudo será revelado. Estou ansioso para que as pessoas vejam sabendo o mínimo possível”.

Venha o que vier, Apenas Um Show: As Fitas Perdidas está destinada a ser um reencontro potente para fãs de longa data de uma das animações mais clássicas do Cartoon Network. O retorno, após tanto tempo, está empolgando tanto os executivos quanto a equipe de produção. Eles estão confiantes de que vão entregar um grande evento.

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Perguntas e respostas

Qual é o maior desafio de retornar para novos episódios após oito temporadas tão bem recebidas? Foi uma decisão difícil?

JG: Acho que a coisa mais difícil foi descobrir como criar algo que nos deixasse realmente empolgados, dado que já tínhamos feito tantos episódios e encerrado a história de forma tão redonda. Sabe, temos muito orgulho daquele trabalho. Então, quando começamos a conversar se deveríamos ou não fazer mais, pensamos muito em como trazer a série de volta de um jeito fresco. Uma vez que resolvemos isso, veio a diversão de tentar criar os episódios. O início é sempre a parte mais difícil, porque quando aprovam a produção, dizem: “Queremos que você faça 40 episódios”. E você pensa: “Nossa, é muito episódio”. Diante de uma tela em branco, você diz: “Certo, vamos lá. Precisamos criar coisas legais”. Depois que engrena, você não consegue parar. Mas conseguimos, chegamos ao fim. Estou super ansioso para que as pessoas vejam esses episódios.

Sam, como foi a sensação de voltar ao “guarda-roupa” do Benson após um hiato tão longo? Você teve que se preparar ou foi tão fácil quanto apenas vestir a roupa e seguir em frente?

Sam: Eu não me preparei… quer dizer, só um pouco. Assisti a alguns episódios antigos. Acho que repetir certas falas às vezes ajuda a voltar para o lugar certo do personagem, especialmente na parte vocal. Mas não achei tão difícil porque fizemos isso por tanto tempo. Já estava tudo guardado aqui dentro.

JG, após um hiato de nove anos, o que você acredita que mudou mais: você como criador ou o senso de humor absurdo do público, moldado pelo mundo em que vivemos hoje?

JG: Nossa. Bem, tenho certeza de que o mundo mudou. É engraçado, eu me sinto o mesmo, embora esteja ficando mais velho. Mas voltar e trabalhar com esses personagens parece muito confortável e divertido. Na verdade, esse intervalo de tempo foi muito bom, porque depois da primeira fase — com mais de 250 episódios ou algo assim — é muita coisa para se processar. Ter esse tempo longe e viver novas experiências antes de voltar trouxe muitas ideias que nunca teríamos tido antes; estou muito empolgado com elas. Então, se a nova sensibilidade do mundo vai aceitar ou não, veremos. Mas continuamos fazendo a série para nós mesmos, que é o que sempre fizemos. Penso assim: se achamos engraçado, espero que existam outras pessoas com o mesmo senso de humor que o nosso.

Do que vocês mais sentiram falta durante o tempo em que não estavam produzindo novos episódios?

Sam: Eu fiz um monte de coisas. Também sou animador, então fiz o storyboard de alguns programas. O que mais eu fiz? Fiz um curta para o Cartoon Network que talvez saia este ano, pelo programa Cartoonstitute. Também faço um pouco de teatro, então faço aulas de atuação e coisas do tipo. Eu me mantenho ocupado.

JG: Eu trabalhei em algumas outras coisas depois e, conversando com muita gente da equipe após ficarmos um tempo longe, percebemos que não tínhamos noção do impacto de Apenas um Show na época. Foi muito bom poder fazer tantos episódios, todos em sequência. Hoje a indústria prefere encomendas menores e cronogramas mais apertados. Acho que não dávamos valor na época, não percebíamos o quanto aquilo era bom. Então, poder voltar agora me faz valorizar muito mais.

Pessoal, imagino que As Fitas Perdidas trará mais profundidade ao elenco de apoio. Podemos esperar ver mais do complexo passado do Benson sendo explorado desta vez?

JG: Com certeza vamos explorar muitos personagens da fase original que não vimos tanto. E também traremos de volta personagens clássicos, como ver Mordecai e Rigby naquelas confusões clássicas que amamos, mas de formas novas e divertidas. Sem dar spoilers de quem vai voltar ou do que vamos mostrar, saibam que o primeiro episódio, em 11 de maio, é um especial de meia hora com uma estrutura diferente de tudo que já fizemos. Conseguimos convencer a rede a nos deixar fazer isso, mas só desta vez. Estamos muito empolgados para que vejam como vamos trazer a série de volta.

Vocês imaginaram As Fitas Perdidas como uma extensão da série original ou como um programa que estabelecerá sua própria identidade com o tempo?

JG: É uma daquelas coisas… como já fizeram tantos reboots por aí, você nunca sabe exatamente como será a execução. Eu sou muito rigoroso com spoilers. Quero que o público tenha a experiência de ver pela primeira vez sem saber como estamos trazendo a série de volta. Eles vão se perguntar: “Vai ser igual? Vai ser diferente?”. Assistam ao primeiro episódio e tudo será revelado. Estou ansioso para que as pessoas vejam sabendo o mínimo possível, mas adianto que estamos rindo muito criando esses novos episódios.