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Uma nova fase do Batman começou nos quadrinhos, sugerindo de cara que o maior detetive do mundo está sofrendo de uma grave doença mental.
Se você tem familiaridade com o personagem, sabe que as tragédias o perseguem, e ele nunca as supera totalmente. A mais recente — e mais dura — foi o assassinato de Alfred, seu fiel mordomo e, por que não, seu pai adotivo.
Em 2019, Tom King tomou a corajosa — e polêmica — decisão de tirar a vida de Alfred. Em uma atitude tão corajosa quanto, a DC manteve o mordomo morto para descobrir como essa nova tragédia afetaria o Batman.

Com sua primeira edição publicada esta semana nos Estados Unidos, a fase de Matt Fraction seguiu essa ponta trazendo o Alfred de volta como um ser imaterial que conversa com o Homem-Morcego.
Em um primeiro momento, os leitores acreditaram se tratar de um holograma, ou uma IA, mas não é o caso. O Alfred está se manifestando de outra forma.
“Ele é um grilo falante no ombro do Batman, um espelho, um trampolim, uma longa agulha brilhante para o seu balão mais sombrio. E ele não é um holograma de IA? de jeito nenhum.“, descreveu Fraction no Reddit. “Ele não é nenhuma dessas coisas. E nunca será. Então… não é IA!! não é um holograma!“
Seria esse Alfred um fantasma literal? Bem, Batman #1, de Matt Fraction e Jorge Jimenez, é uma história sobre as doenças da mente.
Na trama, o Batman precisa encontrar o Crocodilo, que fugiu do Asilo Arkham. A exposição a toxinas fez o vilão regredir a um estado mais infantil e menos violento. Ele não é mais um monstro completo, mas uma criança que não tem controle sobre a própria força.
O Batman tenta lidar com o Crocodilo usando a força, mas percebe que a situação só piora. É nesse momento que Alfred se manifesta e lembra ao herói que o vilão é apenas uma criança confusa, assim como ele já foi um dia.
O Homem-Morcego, então, tira a máscara, e tem uma conversa reconfortante com esse Crocodilo de mente infantil, que fica mais calmo até a chegada da Dra. Zeller — uma nova e importante personagem da mitologia do Batman.
Quando se depara com a doutora, o Crocodilo diz que sua cabeça não estava boa, e isso fez com que sua casa também não ficasse boa. A doutora promete ajuda, e o vilão aceita voltar para o Arkham.
Quando Crocodilo vai dar as boas novas ao Batman, diz: “Casa, agora. Ela ajudar. Quem ajuda você?” O Homem-Morcego responde: “Minha cabeça está boa, Waylon. Não preciso de ajuda“.
O Crocodilo, então, encerra dizendo: “Se você diz“.
Em resumo, não está claro como o Alfred se manifesta para o Batman, mas o tom da história indica fortemente que o herói “inventou” uma versão do mordomo em sua cabeça.
Estaria o Batman com transtorno dissociativo de identidade ou esquizofrenia? Descobriremos nas próximas edições da fase de Matt Fraction e Jorge Jimenez.
Batman #1, de Matt Fraction e Jorge Jimenez, vale ressaltar, ainda não tem previsão para chegar ao Brasil.