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Em meio a um cenário onde a estratégia multiplataforma ganha cada vez mais força — especialmente com os movimentos recentes da Microsoft —, Shawn Layden, ex-presidente da SIE Worldwide Studios, da PlayStation, ofereceu uma visão contrária e contundente. Para o executivo, os jogos exclusivos continuam sendo vitais para a saúde e o valor das marcas de console.

Durante uma participação no canal Character Select, Layden argumentou que, embora nem todo jogo precise ficar restrito a uma única caixa, as grandes franquias definidoras de plataforma devem permanecer onde nasceram.

Layden reconhece a mudança nos ventos da indústria, mas traça uma linha clara quando se trata de mascotes e títulos que “vendem o console”.

“Não acho que todo jogo precise ser exclusivo de console. Não acho que todo jogo deva ser exclusivo… mas aceito o fato de que, se você vai ter empresas de plataforma, como Sony e Nintendo, existe um valor enorme para a marca em ter exclusivos fortes”, explicou Layden.

Ele usou exemplos extremos para ilustrar seu ponto, sugerindo que a perda dessa exclusividade diluiria a própria razão de existir dessas plataformas.

“Se o Mario começar a aparecer no PlayStation, isso é o apocalipse… e o mesmo vale para Nathan Drake e Uncharted. Eles fazem as plataformas ‘cantarem’.”

Apesar de reconhecer a necessidade de expandir o alcance em certos gêneros (como jogos live service), o ex-executivo acredita que o modelo tradicional não desaparecerá tão cedo.

“Haverá alguns títulos exclusivos no futuro”, concluiu.

A fala de Layden ecoa um debate acalorado na indústria atual, onde a fronteira entre os consoles está cada vez mais tênue, mas a identidade das marcas ainda depende fortemente de seus heróis e franquias originais.

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