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Eu não fiquei empolgado quando anunciaram Legacy of Atlantis. Afinal, essa não é a primeira vez que refazem totalmente a primeira aventura de Lara – que também recebeu ótimo remaster nos últimos anos. Porém, saí completamente convencido e empolgado depois de jogar quase uma hora da nova produção no Summer Game Fest: Play Days, em Los Angeles.
Legacy of Atlantis é muito mais do que um remake. É uma renovação completa de um ícone dos anos 90, que consegue tanto resgatar a essência do sucesso de Lara Croft, mas também aproveitar muito bem as tecnologias gráficas atuais e preparar terreno para a aventureira britânica alçar voos mais altos no futuro, com o já anunciado Catalyst.
O visual é deslumbrante e captura a atenção logo nos primeiros segundos. Na real, é difícil imaginar o trabalho que foi reimaginar aqueles cenários mais simples e quadradões do primeiro Tomb Raider em ambientes orgânicos tão realistas! E isso se aplica também às animações fluidas de Lara Croft e os bonitos efeitos de luz pela paisagem.

Outro pilar em que Legacy of Atlantis se apoia e executa muito bem são os puzzles. Parte integral da personalidade da franquia, os enigmas voltam com uma bem vinda complexidade e desafio. A demonstração desafiava Lara a encontrar enormes engrenagens de madeira para ativar um mecanismo e abrir uma porta secreta atrás de uma cachoeira.
O enigma exigiu bastante exploração e também o uso do gancho retrátil, acessório que Lara já usou em outras aventuras e aqui retorna em função multiuso. Com o gancho foi possível atravessar buracos grandes e também puxar partes do cenário para soltar uma das engrenagens de alguns escombros – e aí também depois puxar o objeto com a cordinha pelas águas do rio até o lugar certo.
Para momentos de dúvida, o game apresenta um scanner portátil, uma novidade que remete a títulos como Metroid Prime, Batman: Arkham e tantos outros em que é possível examinar em mais detalhes algumas partes do ambiente na busca por dicas.

Por fim, a demo mostrou um pouco também dos combates do jogo e confesso que achei bem desafiadores. Lara não conta com o conveniente recurso de mira automática, mas tem ainda munição infinita para as pistolas e a estreia de uma esquiva estilo bullet-time, em que o tempo fica lento quando ela está ativa. Foi tudo muito útil para enfrentar o grupo de velociraptors que me atacou, mas não foi fácil!
A expedição pelos segredos da selva peruana encerrou com a recriação em grande estilo do tradicional embate contra o T-Rex. O enorme bichão persegue Lara destruindo tudo pelo cenário e é necessário ter reflexos rápidos e bom timing para acertar os pulos – não é uma sequência de corrida tão automática quanto parece de início.
O pacote completo empolga muito, mas o teste também tornou mais claro o adiamento para o início de 2027. Alguns aspectos técnicos ainda carecem de certo polimento, como a colisão de Lara com alguns obstáculos e o pulo dela, que parece mais lento do que deveria. De fato, nada disso atrapalhou minha experiência, eu saí muito mais empolgado e convencido sobre o game do que estava antes do teste, mas uma produção tão importante em uma série tão querida merece sim um capricho a mais.
Tomb Raider: Legacy of Atlantis tem lançamento marcado para dia 12 de fevereiro em versões para PC, PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2. Este texto foi originalmente escrito por Claudio Prandoni, que representou o site O Vício no Summer Game Fest 2026.






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