Quando tive a ideia de fazer essa série de artigos, a primeira coisa que me passou pela mente foi a ideia de indicar histórias fechadas, com início – meio – fim. Ao iniciarmos no mundo dos quadrinhos, uma das maiores dificuldades é, justamente, conseguir entender a tão confusa cronologia das HQ’s, já que elas contam com décadas de bagagem nas costas. As chamadas minisséries, como falei no meu artigo de guia de leitura, são uma ótima pedida não apenas aos que estão começando a ler quadrinhos, mas também àqueles que procuram por uma leitura que se afaste um pouco das edições mensais. Aqui, abordo a primeira parte das minisséries da DC que, na minha opinião, estão entre as melhores já publicadas pela editora.
Você também pode conferir a minha série de 3 artigos sobre as melhores minisséries da Marvel: parte I, parte II e parte III.
Cavaleiro das Trevas
Nada mais justo do que começar essa lista citando o que muitos consideram (e concordo) como a obra máxima do homem morcego. Escrito e ilustrado por Frank Miller e com a arte final de Klaus Janson, “Cavaleiro das Trevas” foi publicado em 1986 e conta com 4 edições.

Aqui temos um Bruce Wayne com seus 55 anos de idade e aposentado do combate ao crime. Mesmo tentando levar uma “vida normal”, Bruce ainda sente a necessidade de proteger a cidade que sempre ajudou. No entanto, o morcego deverá lidar com as consequências de se atuar como vigilante em um mundo onde os heróis estão proibidos de agir em público.
Reino do Amanhã
Certamente uma das histórias mais marcantes da década de 90, “Reino do Amanhã” consegue abordar a essência dos super heróis de uma maneira bem característica. Escrito por Mark Waid e ilustrado por Alex Ross, o quadrinho foi publicado em 1996 e conta com 4 edições, além de um epílogo denominado “Um Ano Depois…”.

Em um futuro distópico, vemos os heróis do universo da DC velhos e aposentados. Com cada vez mais heróis surgindo e tendo atitudes que não condizem com o heroísmo, vemos os antigos protetores da Terra tendo que voltar à ativa para impedir que os seus sucessores sigam no poder.
Ronin
Com uma forte influência dos mangás e da arte japonesa, “Ronin” certamente se destaca entre os trabalhos de Frank Miller, mesmo sendo muitas vezes deixada de lado quando abordamos as obras do autor. Tendo total liberdade de criação concedida pela DC, Miller escreveu e ilustrou a HQ, que foi publicada em 1983 com 6 edições.

Após o assassinato de seu mestre pelo demônio Agat, um jovem samurai jura vingança e acaba reencarnando – juntamente com o dêmonio – em um futuro distópico. Com uma narrativa cinematográfica e com uma forte inspiração em “Logo Solitário” e também na arte de Moebius, “Ronin” foi o primeiro trabalho de Miller para a DC, sendo o responsável por “abrir as portas” para os próximos grandes clássicos do autor na editora.
Watchmen
Sempre acho difícil falar de Watchmen, afinal estamos tratando de um dos maiores clássicos da história dos quadrinhos. Possuindo diversas camadas e subcamadas repletas de interpretações (e que a cada nova releitura captamos mais um elemento da trama), a HQ é escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, sendo publicada em 1989 em 12 edições.

Tudo começa nos anos 30, onde vigilantes mascarados começaram a surgir na sociedade, formando a equipe denominada “Homens-Minuto“. Já nos anos 60, uma nova leva de vigilantes tenta ocupar o posto de seus antecessores, mas a ideia não dura muito. Alguns anos depois, com a instauração da Lei Keene, os vigilantes se tornaram ilegais, podendo atuarem apenas para o governo dos Estados Unidos. Um dos muitos aspectos interessantes de Watchmen é que, embora os mascarados atuassem como heróis, nenhum deles realmente possuía algum tipo de super poder. Nesse universo, o único verdadeiramente poderoso é o Doutor Manhattan, um humano que foi transformado em uma espécie de “Deus” após sofrer um grave acidente de laboratório. Sua existência, inclusive, é a grande responsável pelas diversas mudanças no universo da HQ em relação ao nosso – como a vitória dos Estados Unidos sobre o Vietnã.
Grandes Astros
O que aconteceria se o maior herói de todos os tempos estivesse a beira da morte? Escrita por Grant Morrison e ilustrada por Frank Quitely, a minissérie foi publicada em 2006 e conta com 12 edições.

Após sofrer uma armadilha de seu grande inimigo, Lex Luthor, o Superman acaba sobrecarregando suas células com energia ao ir em uma missão de resgate no Sol. Estando próximo do fim de sua vida, o herói decide por realizar seus últimos (12) trabalhos, em uma clara inspiração na história grega dos 12 trabalhos de Hércules. Morrison consegue captar a essência do Superman e transmitir toda a emoção condizente com os fatos que apresenta, fazendo da história uma das mais aclamadas do homem de aço.
E ai, o que acharam desta lista? Não se esqueçam de deixar aqui nos comentários as sugestões e apostas de vocês para a parte II!






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