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Grande lançamento da semana passada, F1: O Filme (2025) é um enorme sucesso cinematográfico. Isso evidencia que a Fórmula 1 nunca esteve tão popular como agora. Vou até além: este é o melhor momento para você, que nunca teve interesse por automobilismo, começar a acompanhar a Fórmula 1. Eis os motivos:

Nunca foi tão fácil entender o básico

Crítica de F1: O Filme
Reprodução/Warner Bros. Pictures

Há quem acredite que automobilismo é um esporte chato, mas essa opinião geralmente é compartilhada por quem só olha para os carros dando voltas na pista. Tão interessante quanto as ultrapassagens e o ronco do motor, são as histórias e intrigas do paddock.

A Netflix percebeu o enorme potencial dos personagens da Fórmula 1 e construiu Driver To Survive como um sucesso global inesgotável. Mais recentemente, a Apple também se aproveitou dessa onda e bolou a história empolgante de F1: O Filme (2025).

O que essas duas produções têm em comum, e que facilita muito a vida de quem quer começar a acompanhar o esporte em 2025, é a forma como elas explicam o básico de forma eficiente e promovem uma introdução importante às intrigas e à história da categoria.

Você começa vendo um episódio inocente sobre Daniel Ricciardo querendo ser mais valorizado na Red Bull Racing, e quando menos imagina está ligando na Band, na sexta-feira, para assistir o primeiro treino livre da semana de corrida.

Disputa mais estratégica e emocionante

Por que este é o melhor momento para começar a acompanhar Fórmula 1
Reprodução/Warner Bros. Pictures

Embora o carro ainda faça muita diferença na disputa, a distância não é tão grande como já foi no passado. Os tempos dos pilotos são bem próximos e o papel das equipes na estratégia é determinante. Hoje, Fórmula 1 é, mais que nunca, um jogo coletivo de xadrez de alta velocidade.

O Brasil está de volta com tudo

Por que este é o melhor momento para começar a acompanhar Fórmula 1
Reprodução/Sauber

Após 7 anos fora do grid, o Brasil está de volta com Gabriel Bortoleto. O jovem paulista de 20 anos é uma das grandes promessas para o futuro da Fórmula 1. Formado na academia da McLaren, o brasileiro se igualou a Charles Leclerc (Ferrari), George Russell (Mercedes) e Oscar Piastri (McLaren), vencendo os títulos da Fórmula 3 e da Fórmula 2 em seus respectivos anos de estreia.

Por agora, Bortoleto não faz parte do pelotão da frente. Seu time, a Sauber, ficou conhecida nos últimos anos por ter o pior carro do grid. No entanto, há esperança para o futuro, pois a Sauber vai virar Audi F1 Team no ano que vem, sob o ousado projeto de conquistar um campeonato mundial de construtores no curto ou médio prazo.

Ainda falta bastante para o time da Audi entregar um carro competitivo para o brasileiro, mas a evolução do jovem como piloto está sendo bem mais rápida do que o imaginado. Bortoleto é de verdade! Ainda não dá para apostar que ele vai quebrar o jejum de títulos mundiais do Brasil, mas certamente será um piloto notável, com a chance de fazer história como o primeiro a vencer uma corrida pela Audi, já que seu contrato com a empresa alemã é longo.

Gabriel Bortoleto, entretanto, é apenas um dos brasileiros que podem figurar no top da Fórmula 1 no futuro. Felipe Drugovich, campeão da Fórmula 2 em 2022 e atualmente piloto reserva da Aston Martin, está em negociações para correr pela Cadillac ano que vem. Além do “Drugo”, há também o pernambucano Rafa Câmara, que disputa a Fórmula 3 e é tratado muito seriamente como uma grande esperança da Ferrari para o futuro.

Em um futuro próximo, podemos ter três pilotos brasileiros entre os 22 do grid. Essa história está apenas começando. Se você, como eu, é fã de uma boa história, este é o momento de pegar as trajetórias de Bortoleto, Drugo e Rafa desde os primeiros passos.

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