Recebemos o novo console da Sony antes de seu lançamento, tivemos a chance de testar não apenas os lançamentos, mas também fazer testes dos jogos de PS4 rodando no console de nova geração e o resultado foi incrível. O PlayStation 5 já era aguardado, o nome do console já era previsto (afinal, vínhamos numa sequência). Mas logo que seu design foi apresentado, muita conversa rolou em cima.
E a Sony veio com uma baita arma nas mãos: além de trazer games exclusivos com franquias que já são sucesso (daí citamos Demon’s Souls, remake de um dos jogos mais amados do PS3, Spider-Man Miles Morales e Sackboy), o console conta com o revolucionário DualSense (que você pode conferir um review aqui) e também com todas as maravilhas que a nova geração de consoles possui.
Sei que muitos devem achar que estamos diante de um PlayStation 4 PRO com design diferente, mas não é o caso. Existem mudanças significativas, que alteram totalmente a forma como você experimenta e interage com um jogo. Vamos aos pontos:
Design

O design do console é totalmente diferente do que a Sony vinha trazendo nos últimos anos. O PS4 e PS4 Pro possuem um design quadrado, com uma diagonal frontal, já o PS5 abusa das curvas, é um console bem maior, que toma bem mais espaço. Deixo aqui uma imagem dos meus dois consoles para ilustrar o que falo:
Entretanto, o espaço é realmente necessário. O console tem um hardware poderoso e precisa ‘respirar’. Durante as minhas jogatinas, o console se manteve totalmente silecioso, mesmo usando jogos como Final Fantasy VII Remake, que fazia meu PS4 Pro praticamente levantar voo. Tudo se tornou silecioso aqui: ligar, trocar de jogo, ver cutscenes, encher a tela de inimigos e também o loading. A maior parte do corpo serve exatamente para que o console possa trabalhar tranquilamente.
A inclusão da base também foi uma boa jogada: você pode escolher entre deixar ele em pé ou deitado e a base deixa um pequeno espaço entre o console e a estante, aumentando a circulação de ar quando ele está na horizontal.
DualSense
Por termos um review específico do controle, falarei brevemente sobre ele aqui. O DualSense não só trouxe uma mudança grande no design em relação ao DualShock, como trouxe mais funcionalidades do que qualquer outro controle que exista no mercado. O feedback tátil, gatilhos ajustáveis, sensor de movimento e também a inclusão de microfone e alto falantes para complementar a experiência são recursos muito bem vindos e interessantes. O controle mostra que estamos diante de um console de nova geração e não há nenhuma experiência igual a jogar um game que dá suporte a todos esses recursos e ainda faz uso do hardware do PlayStation 5. Só por esses detalhes, já vale a compra.
Eu sei que alguns irão comparar o feedback tátil com o HD Rumble do Switch, já que foram desenvolvidos pela mesma empresa. Entretanto, a sensação aqui é melhor e mais bem definida. É algo impressionante e que pode ser muito bem explorado pelas grandes desenvolvedoras nos próximos anos.
Funcionando…
Depois de ligar seu PlayStation 5, a configuração é bem simples. Dá pra fazer tudo pelo app da PS no seu celular, além de importar todos os conteúdos do PS4 via WiFi. A partir daí, você sente a diferença de estar na nova geração.
O primeiro ponto, além dos gráficos, é o carregamento. Qualquer jogo começa quase que imediatamente. Os loadings são quase inexistentes ou bem mais curtos (depende muito do game), graças ao SSD e quantidade de memória do console. Jogos como Devil May Cry 5 Special Edition servem exatamente para mostrar como o console é poderoso e entrega gráficos excelentes.
Além disso, temos o modo performance em diversos jogos, tais como Miles Morales, que dá pra ver o Aranha pulando por aí com 60FPS. A experiência nunca foi tão incrível. Com Devil may Cry, dá pra rodar 4k a 30FPS ou 1080p com 60fps. E ainda nem citei o Ray Tracing, que enriquece os cenários com efeitos de reflexos de luz. Infelizmente, minha TV não suporta HDMI 2.1 (embora seja 4k), mas ainda assim, eu senti um grande upgrade em relação ao que eu via com o PS4 Pro.
Interface
Dentro do jogo, temos grandes melhorias na interface. Ao apertar o botão PS enquanto você está jogando, o console apresenta vários Cards que mostram objetivos e troféus que você completou ou está próximo de completar. No último caso, por exemplo, você pode clicar no Card para ver um vídeo do que falta exatamente para completar o troféu. Em Astro’s Playroom, por exemplo, dá pra ver onde os colecionáveis estão escondidos, o que evita que você vá no YouTube para procurar um guia. Obviamente, que tais cards precisam de um trabalho do desenvolvedor e talvez não estejam com as mesmas funcionalidades em todos os jogos.
No menu do console, ficou muito mais fácil acessar sua biblioteca e até pegar os games do PS Plus do mês (além da PS Plus Collection, exclusividade do PS5). A loja também está a menos botões de distância. No geral, o console se tornou mais fácil de navegar em relação ao PS4 e também muito mais inteligente.
Vale a pena?
Obviamente que o custo de qualquer console no Brasil é sempre um ponto grande de discussão, já que pagamos muito mais caro do que os demais países. Ainda que tenha a redução de IPI atualmente, o valor ainda não é muito fácil para a grande maioria dos brasileiros.
Mas, deixando a discussão de preço de lado, posso dizer que a experiência com um console de nova geração é algo realmente além das expectativas. Geralmente, as gerações são marcadas por um aumento de poder gráfico. Mas a Sony conseguiu melhorar a imersão e interação entre jogador e jogo. Algo que faz muita diferença, principalmente entre o PS4 e PS5. Temos bons jogos no lançamento e com grandes games a caminho, tudo tende a ficar ainda melhor. Com certeza, este é o console que define a nova geração e quem quiser mergulhar de cabeça, pode comprar sem medo.
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