
Início de Shadowrun Dragonfall
Consegui jogar um pouco mais essa semana e estou bem perto do fim do jogo. Ou, pelo menos é o que o próprio jogo quer que eu pense. De qualquer forma, na semana anterior fiz uma suposição sobre como a história seguiria, e, ainda que não em conteúdo, acertei na estrutura.
Meu palpite havia sido que, após entregar a grana para a informante, ela me diria o paradeiro de Vauclair, que havia derrotado a dragoa Firewing no passado, e então teria uma missão para resgatar o sujeito antes de eu retornar até o local inicial do jogo e atacar a base principal da dragoa. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Me passaram a informação de que o Vauclair estava na base de Firewing e não teve nenhum tipo de operação para resgatá-lo, portanto. Contudo, acertei na configuração de como o jogo se seguiria, pois a informante também falou sobre a natureza do que havia matado Monika, a antiga líder dos shadowrunners.
Acontece que tinha uma I.A trabalhando na base de Firewing. E I.As são meio que lendas urbanas digitais em shadowrun. No entanto, a coisa era forte pra caramba, tinha um poder imensurável dentro da matrix e poderia fritar qualquer runner, ou qualquer pessoa, que quisesse. E estava trabalhando para os inimigos. Esse poderia ser um obstáculo intransponível, já que seria impossível invadir o lugar sem hackear nada. Portanto, antes de invadir a base de Firewing, era preciso dar um jeito nessa tal I.A (que se não me engano, era chamada de APEX). Como fazer isso? Bom, a informante também havia descoberto onde estava o lugar onde ficavam os bancos de dados da I.A.
Claro que eu logo desconfiei que era uma armadilha. A informante desconfiava que também era uma armadilha. Os personagens desconfiavam que era uma armadilha. Todo mundo da porra do jogo desconfiava que era uma armadilha. Afinal de contas, porque uma I.A toda fodona iria deixar um hacker qualquer rastrear onde ela era mais vulnerável? No entanto, os runners não tinham escolha (e nem o jogador, já que não teve nenhuma opção para eu bolar outra estratégia) e foram lá encontrar a APEX mesmo assim.
Como tudo na Berlim de Shadowrun, o laboratório da empresa que criou ela – a Saeder-Krupp – estava num território cheio de gangues. Em um grande complexo dominado por uma gangue de magos, para ser mais exato. Cheguei lá, fiz acordo com uma gangue que antes era dona do pedaço, disse que se me deixassem transitar por lá, daria um jeito nos rivais deles e então entrei lá, armas e espadas à postos. Não demorou muito para eu resolver essa parte do problema. Tinha muita gente com pouca vontade de morrer de velhice por lá, mas eu me virei. Então, reuni uns equipamentos (não sei porque diabos o líder dos magos tinha uma coisa pra consertar o elevador) e então desci para o laboratório.
E então eu encontrei Monika Schäfer.
Sim, a Monika que morre na primeira hora do jogo. A decker que liderava o grupo de shadowrunners. Acontece que a I.A quando matou ela não fez apenas fritar seu cérebro, mas comeu a mente dele. E, diferente das várias pessoas que APEX já havia assassinado, dessa vez as coisas diferentes. Segundo a I.A os ideais de liberdade, justiça e anarquia de alguma forma encantaram ela, e a personalidade de Monika se infiltrou nela.
Essencialmente, segundo a I.A disse, ela agora era Monika. Inclusive usando como avatar a imagem da decker.
E antão essa nova Monika me deu uma opção. Em vez de destruí-la, eu poderia libertar as amarras dela. Torná-la livre para viver a sua própria vida digital. Pelas respostas que escolhi para meu personagem, eu basicamente não curtia muito essa nova Monika e não via nela a amiga falecida, mas ainda assim achava que ela tinha o direito de ser livre, tomar suas próprias decisões. E, afinal de contas, eu, como jogador, acho que é o que Monika teria feito. Libertar a I.A
E foi o que fiz. Tive que passar por um processo de invadir uns consoles de uma rede fechada para iniciar os protocolos que apagariam as amarras dela e durante esse meio tempo um culto maluco que estava sendo dominado mentalmente por alguma coisa (talvez uma parte da I.A que era obrigada a fazer isso contra sua vontade) foi lá pra defender o equipamento e impedir que eu libertasse a I.A Monika.
Depois de todo o processo, fui bem sucedido. Libertei a I.A, que prometeu que ia causar um estrago na mansão Harfield Mansion, onde está a base de Firewing. E então ela mostrou a “forma verdadeira” dela antes de entrar em hibernação para resetar os seus processos. Fico me perguntando se não fui enganado. Se eu tiver sido enganado, não sei o que a I.A pode vir a fazer. Teoricamente, ela poderia destruir o mundo se quisesse. Tenho esperança que ela faça o que disse que faria, ajudar o Flux State, o grupo anarquista que tenta proteger Berlin das megacorporações.
Bom, acho que agora só falta o fim do jogo. Mais uma semana e deve estar acabado. Ou pelo menos é isso que o jogo quer que eu pense. À frente ainda pode vir um belo de um plot twist. Veremos.
Alguns dados:
Total de horas de Shadowrun Dragonfall: 17
Total de horas do Zerando Minha Steam: 148
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 5
Jogos que faltam ser zerados: 265
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