Comentários

Em uma continuação da primeira parte (que você pode ler clicando aqui), trago aqui mais 5 minisséries da DC que podem ser lidas isoladamente ou em conjunto com outras obras, além de serem ótimas indicações para quem quer entrar de vez no mundo dos quadrinhos. Não se esqueçam de deixar aqui nos comentários as apostas e sugestões para a terceira parte!

O Longo Dia das Bruxas

Como uma sequência dos acontecimentos de “Ano Um“, “O Longo Dia das Bruxas” consegue abordar o clássico lado detetivesco das histórias do homem morcego. Escrita por Jeph Loeb e ilustrada por Tim Sale, a HQ foi publicada em 1996 e conta com 13 edições.

A trama investigativa da história tem início com o assassinato em série de membros importantes da máfia de Gotham, estes que ocorrem sempre em feriados ou datas comemorativas. Para ambientar o leitor ainda mais no clima do quadrinho, Loeb faz com que cada capítulo seja “temático”, ou seja, se passe em alguma das datas que o assassino atua. Já que o quadrinho se passa após os eventos de “Ano Um”, vemos um Batman ainda no início de sua carreira, acompanhando consequentemente o seu desenvolvimento como herói.

Senhor Milagre

Assim como no primeiro artigo desta série citei “Visão“, de Tom King, chegou a vez de indicar seu excelente trabalho agora na DC. Escrito por King e incrivelmente ilustrado por Mitch Gerads, “Senhor Milagre” foi publicado em 2017 e conta com 12 edições.

Ao abordar temas como depressão, morte, solidão e medo, King nos traz uma história incrivelmente humana e profunda de um super herói. Após Scott Free – o Senhor Milagre – tentar suicídio e acabar no hospital, começamos a perceber distorções na própria realidade e a ocorrência constante de uma frase: Darkseid é. Com o vilão Darkseid tendo finalmente conseguido a Equação Anti-Vida, a guerra entre Nova Gênese e Apokilips tem um novo início, e Scott precisa defender seu povo na batalha que se inicia. Mais do que uma trama sobre um duelo entre dois mundos, “Senhor Milagre” fala sobre a fragilidade de um herói e as inseguranças e traumas que uma pessoa pode carregar consigo.

Entre a Foice e o Martelo

Essa HQ tem, definitivamente, uma das premissas mais diferentes e interessantes que eu já vi em uma história em quadrinhos. Escrita por Mark Millar e ilustrada por Dave Johnson e Kilian Plunket, a minissérie foi publicada em 2003 e conta com 3 edições.

Quando falamos do Superman, já temos uma espécie de “ideia” plenamente estabelecida em nossa mente. Mas o que aconteceria com o nosso herói se a nave vinda de Krypton e que abrigava o pequeno Kal-El tivesse caído na União Soviética ao invés de nos Estados Unidos? Carregando uma foice e um martelo em seu peito, diversamente do famoso “S” (que significa “esperança”, em Krypton), o herói luta ao lado de Stalin e da ideologia comunista. Abordando temas fortemente políticos, Millar consegue trazer na obra uma reflexão muito bem trabalhada, fazendo com que a HQ seja uma excelente releitura do clássico personagem da DC.

As Quatro Estações

Essa já é a minha terceira indicação de uma história do homem de aço. Sendo um dos heróis mais conhecidos em todo mundo, o Superman sempre serviu como um parâmetro de bondade e de honestidade para todos aqueles que o acompanhavam nos quadrinhos. Escrita por Jeph Loeb e ilustrada por Tim Sale, “As Quatro Estações” foi publicada no ano de 1998 em 4 edições.

Podemos dizer que essa dupla é mestre em trazer histórias carregadas de emoção e sensibilidade. Abordando o início da vida do Superman, conseguimos ver como o herói, mesmo sendo de outro planeta, é incrivelmente humano. Usando as quatro estações do ano para contar um pouco do personagem sob a ótica de outras pessoas importantes na vida do mesmo, Loeb desenvolve – e muito – o lado emocional de nosso protagonista, mostrando as várias camadas que acabam sendo “esquecidas” pela visão indestrutível que temos do homem de aço.

V de Vingança

Já é de conhecimento geral o quão genial Alan Moore é em suas narrativas. Em uma trama que não está enquadrada no gênero de super heróis, “V de Vingança” é uma história política e crítica ao nosso próprio sistema governamental. Escrita por Moore e ilustrada por David Lloyd, a obra foi publicada em 1989 e conta com 5 edições.

Em um futuro distópico, vemos uma Inglaterra desolada e caótica. Governada por um regime totalmente autoritário e facista, qualquer forma de dissidência e oposição é fortemente reprimida. Contudo, em meio ao medo e a opressão, surge “V“, o representante de uma nova ideologia e que luta pela liberdade de seu povo. No decorrer da trama, no entanto, vemos que “V”, além de uma pessoa, passa a simbolizar toda uma nova ideia e um conceito próprio.

Se você gostou desta lista, não se esqueça de conferir também a versão da Marvel!



Comentários