O Homem-Morcego ataca novamente e novamente!

BATMAN DO FUTURO, VOLUME 5, DE DAN JURGENS E BERNARD CHANG
“Ah, eu vou ler só um pouquinho pra marcar ali no Goodreads que estou na página 20, fica mais legal!”. Nessa desculpinha esfarrapada eu acabei lendo todo o encadernado do Batman do Futuro “numa sentada só”, como dizia meu pai. Também pudera, esse quinto volume traz o retorne da nêmese do Batman do presente, o Coringa, que promete trazer a sua A Piada Final para acabar de vez com o mais novo Robin, Matt McGuinness. Mas antes o louco do Coringa precisa eliminar a concorrência e começa a matar de forma serial os integrantes da gangue Coringaz, que prestam homenagem ao próprio, que havia sido dado como morto. Só que não. Então, Batman, Bruce Wayne, Dick Grayson precisam entrar em uma corrida para impedir que o Coringa assassine o irmão mais novo do Batman, o Robin. Um quadrinho que tem se mantido muito bom desde o começo por causa do escritor, Dan Jurgens, que há uns dez anos atrás era, para mim, sinônimo de quadrinhos ruins, porque ele foi o principal arquiteto da famigerada saga A Morte do Superman. Não podia estar mais enganado. Hoje, para mim, ele é sinônimo de diversão garantida.
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BATMAN E OS RENEGADOS, DE JIM APARO E MIKE W. BARR
Fazia um tempinho que eu queria ler essas histórias. Nem tanto por ser a primeira equipe coordenada e liderada pelo Batman, mas por trazer a primeira aparição e origem de diversos heróis populares da DC Comics como a Katana, o Geoforça e hã… nem tão popular assim, a Halo. Ao ler os extras desse encadernado li que a Batman and The Outsiders foi uma continuação natural da revista The Brave and The Bold, que na edição 200 e final apresentou a nova equipe. A história conta principalmente a origem de Geoforça e do reino de Markovia, que está em guerra civil. Batman rompe com a Liga da Justiça para poder se infiltrar no reino e recuperar seu a amigo e administrador das Indústrias Wayne, Lucius Fox, que foi capturado pela milícia ditatorial do Barão Bedlam. Este último foi um associado dos nazistas quando a Segunda Guerra Mundial irrompeu na Europa. Com a ajuda dos vários membros da equipe dos Renegados, a missão é um sucesso, mesmo um não tendo ciência dos seus colegas de equipe. Como alguns já falaram seria legal se a Panini lançasse esse material em Lendas do Universo DC. Material digital existe disponível.
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BATMAN: VENENO, DE DENIS O’NEIL, JOSÉ-LUIZ GARCÍA-LOPEZ, ENTRE OUTROS
Sim, nós temos aquelas histórias dos anos 1970, do Homem-Aranha e do Arqueiro Verde e Lanterna Verde que romperam com o código de ética dos quadrinhos ao falarem sobre drogas em uma época em que não se podia falar sobre drogas nos quadrinhos. Mas se tem uma história que trabalha muito bem o abuso dos narcóticos, essa história é Batman: Veneno. Publicada originalmente no Brasil na série “Um Conto de Batman”, esse encadernado também é uma espécie de prelúdio tanto para a origem do vilão Bane, como para os acontecimentos da saga A Queda do Morcego. Ela conta como o Batman acaba recorrendo às drogas para que o deixem mais forte. Isso depois de ter passado por um trauma de não ter conseguido salvar uma menina, filha do fornecedor da droga para a máfia. Mas ao passar a consumir a droga, o Batman não apenas fica terrivelmente viciado, mas também acaba sendo envolvido em um esquema de manipulação e coerção. Tudo isso porque, na remota ilha de Santa Prisca, existe um plano para se construírem supersoldados forte, resistentes, e incrivelmente obedientes, tais como máquinas. Um quadrinho muito bem feito, viu?

BATMAN: A TUMBA DO REI TUT, DE CHRISTINA WEIR E NUNZIO DE PHILLIPS, JOSÉ-LUIZ GARCÍA-LOPEZ, ENTRE OUTROS
Não sei por que motivo, razão ou circunstância, a Panini Comics resolveu trazer à venda vários encadernados do desenhista espanhol radicado na Argentina, José Luiz García-Lopez. Este é um deles. Ele é dividido em duas, digamos, “partes”. A primeira parte é uma história atual que reapresenta o vilão Rei Tut, do seriado do Homem-Morcego de 1966 para os quadrinhos dos anos 2000. A segunda parte são histórias clássicas dos anos 80, das revistas Batman e The Brave and The Bold. O que elas têm em comum é a arte do espanhol. É uma arte com uma bela fluidez e que empresta aos corpos um volume preciso, ainda mais na versão mais atual, finalizada por outro grande artista, Kevin Nolan. Sendo assim, a história em três partes que dá nome a este encadernado é muito mais interessante que as três, “clássicas” e, claro, o encadernado vale a lida por causa delas, envolvendo ainda o Charada, um dos meus inimigos do Batman favoritos. As três histórias dos anos 80, são bastante típicas dos encontros entre heróis daquela época, mas um pouquinho mais interessantes, principalmente por terem sido abençoadas com a arte de García-Lopez.
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CAPUZ VERMELHO E OS FORAGIDOS, VOLUME 3, DE SCOTT LOBDELL E DEXTER SOY Vamos dizer que esse quadrinho teria tudo para não me agradar. Tem o Scott Lobdell versão DC Comics que arrasou com os Novos Titãs e tem um trio de heróis com uma proposta cruel e raivosa. Mas sabe que desde que comecei a ler essa série (a partir da Iniciativa do Renascimento DC, não dos Novos 52, deuzaulivre) eu acabei me agrando mais com ela do que com diversas outras séries mensais do Renascimento? Talvez você possa encarar ela como um “guilty pleasure”, de uma coisa que parece tão ruim que é bom. Ou ainda, pode ser a estranheza desse “odd trio” formado por Capuz Vermelho, Bizarro e Ártemis, uma versão distorcida da Trindade da DC Comics que provoque isso. Neste volume vemos essa trindade se encerrar de uma forma trágica e Jason Todd dar uma guinada na sua vida ao descobrir o passado do seu pai. E eu que achava que não ia curtir essa nova fase solo do Capuz Vermelho, agora estou bem interessado em saber como serão as coisas e como Jason vai fazer para ascender a “príncipe de Gotham”. Claro, também quero saber que destino Bizarro e Ártemis tiveram depois dos acontecimentos deste encadernado. Bem interessante, quem diria! Hahaha!






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