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Que a Warner é uma gigante do entretenimento, ninguém nega, mas esse colosso virou sinônimo de bagunça neste século, com constantes trocas de comando, executivos se canibalizando mais que o comum e o acúmulo de fracassos de bilheteria. Em 2025, no entanto, a situação mudou da água para o vinho.

Não é exagero dizer que 2025 é um dos melhores anos da Warner neste século. É, sem dúvida, o melhor dos últimos 10 anos. E não é sobre dinheiro que estou escrevendo. O sucesso não tem a ver apenas com os mais de US$ 4 bilhões que o estúdio arrecadou nas bilheterias este ano, mas com a qualidade e a diversidade de seu conteúdo.

Uma Batalha Após a Outra com Leonardo DiCaprio
Uma Batalha Após A Outra (2025), de Paul Thomas Anderson, será um dos protagonistas do Oscar 2026 (Reprodução/Warner Bros. Pictures)

Em uma indústria sedenta por respostas fáceis, Michael De Luca e Pam Abdy apostaram no equilíbrio para alcançar o sucesso. Neste ano, a Warner retomou grades franquias como Premonição, DC e Invocação do Mal, ao mesmo tempo que apostou de forma ousada em originais que caminham para se tornar clássicos, como A Hora do Mal (2025), Pecadores (2025), F1 (2025) e Uma Batalha Após a Outra (2025).

Apesar das críticas negativas, Um Filme Minecraft (2025) foi um dos maiores sucessos do ano com US$ US$ 957,9 milhões arrecadados ao redor do mundo (Reprodução/Warner)

A aposta parece básica e óbvia, mas o estúdio há muito não dava tempo e apoio a grandes criadores para a produção de obras únicas. E quase que os próprios De Luca e Pam Abdy não tiveram tempo para permitir isso, pois o CEO da empresa, David Zaslav, chegou a iniciar conversas com candidatos para a chefia do estúdio, já decidido a demitir a dupla após os fracassos de Coringa: Delírio a Dois (2024) e Mickey 17 (2025).

Fracasso de Mickey 17 (2025) quase provocou uma revolução no estúdio (Reprodução/Warner Bros. Pictures)

Bem, Zaslav está longe de ser o melhor gestor do mundo. Ele considerou demitir a dupla por causa da pressão que estava sofrendo em decorrência das decisões que tomou no processo de fusão da Warner com a Discovery. No entanto, é inegável que o executivo tem parte do mérito nesse sucesso do estúdio.

O grande acerto de Zaslav foi saber contratar as pessoas certas para os cargos certos. Os muito influentes em Hollywood, Michael De Luca e Pam Abdy, se provaram um grande acerto tardiamente, mas foram peças fundamentais nessa mudança.

Outras escolhas certeiras foram as de James Gunn e Peter Safran para a DC Studios, além das manutenções de Richard Brener na New Line e Casey Bloys na HBO.

Lançado sob muita pressão, Superman (2025) teve a sólida bilheteria de US$ 615 milhões (Reprodução/DC Studios)

Tenha sido de propósito ou sem querer, não há como negar que Zaslav fez o que todo executivo de carreira deve fazer quando assume um negócio sobre o qual não entende absolutamente nada: recorreu a quem sabe o que está fazendo para comandar seus negócios.

Conforme apontado pela Variety, Pecadores (2025) e Uma Batalha Após a Outra (2025) devem dominar a lista de indicações ao Oscar de 2026.

O modelo que prevê o retorno dos direitos de Pecadores (2025) a Ryan Coogler em 25 anos foi alvo de críticas na indústria, devido ao temor de que isso se torne comum com outros grandes criadores (Reprodução/Warner Bros. Pictures)

São dois projetos cujo financiamento foi muito questionado pela indústria e pelos portais de imprensa norte-americanos, fazendo da Warner a protagonista do momento máximo de Hollywood. Tomara que isso incomode e inspire os outros estúdios.

Após anos de discussões idiotas sobre se o público quer mais franquias ou originais, é muito reconfortante ver um grande estúdio esfregando na cara da indústria o óbvio: o público quer diversidade de conteúdo, bons filmes e ponto.

Atenção: Este texto é baseado inteiramente na opinião de seu autor e não necessariamente reflete a opinião do site.

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